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10 críticas ruins de livros clássicos

10 críticas ruins de livros clássicos

Nos dias de hoje, em que internet não tem filtro, qualquer um pode alegar ser crítico e destruir verdadeiras obras-primas.

É um exercício que qualquer um pode fazer. Basta dar uma olhada em sites como o Amazon e até mesmo o GoodReads e ver quantas notas baixas grandes clássicos da literatura receberam. O que é uma pena.

Mas, e antigamente? Quando os críticos eram poucos e o trabalho levado a sério? Quando opinião sobre literatura ainda importava de verdade. Certamente nenhum desses profissionais surtou e apedrejou livros que hoje em dia são considerados clássicos e que precisam ser lidos por todos. Será?

Dá uma olhada na lista abaixo e prepara-se para uma surpresa:

 10 – O Grande Gastby

“O Senhor Scott Fitzgerald precisa levar uma boa sacudida.”
L.P Hartley – The Saturday Review, 1925.

09 – O Apanhador no Campo de Centeio

“Esse Salinger é um cara de contos. Este livro no entanto, é muito longo. Fica um pouco monótono.”
The New York Times, 1951.

08 – Ulysses

“…parece ter sido escrito por um  lunático pervertido que tem como especialidade uma literatura de m*rda… Três terços do livro é incoerente, e as passagens que são quase bem escritas são desprovidas de sagacidade…”
O colunista “Aramis”, The Sporting Times, 1922.

07 – Moby Dick

“Este livro é uma mistura singular de observações navais, artigos de revistas e uma reflexão satírica sobre o convencionalismo da vida civilizada que sai de linha e corre louca… repele o leitor…”
The Spectator, 1851.

06 – Lolita

“Lolita, pode ser considerado completamente novo no meio literário. O que infelizmente, é uma péssima notícia. Existem duas razões bem sérias para que ninguém perca tempo lendo esse livro. A primeira é que é chato, chato de um jeito pretensioso, florido e cheio de arquétipos fora de moda. A segunda é que é repulsivo…”
Orville Prescott, The New York Times, 1958.

05 – O Sol é Para Todos

“O problema da senhorita Lee está em contar a história que ela quer e ainda assim continuar com a consciência de uma criança, algo que ela ainda não conseguiu resolver.”
Granville Hicks, The Saturday Review, 1960.

04 – Por Quem os Sinos Dobram

“Um mestre em histórias curtas, Hemingway não parece tão seguro em tentar convencer com esse livro mais elaborado. O formato dele é um tanto negligente e outras vezes parece meio abarrotado de informações. E certamente é muito longo.”
Edmund Wilson, The New Republic, 1940.

03 – Anna Karenina

“Bobagem sentimental… Me mostre uma página que contenha alguma ideia.”
The Odessa Courier, 1877.

02 – Madame Bovary

“Monsieur Flauberty não é um escritor.”
La Figaro, 1857.

01 – O Morro dos Ventos Uivantes

“Aqui todos os problemas da Jane Eyre (de Charlotte Brontë) foram ampliados em centenas de páginas e o único consolo que podemos ter e de que ninguém vai ler esse livro.”
James Lorimer,  North British Review, 1847.

Fico imaginando o que diriam esses críticos se tivessem vivido o suficiente para ver esses mesmos clássicos que rechaçaram se tornarem o que são hoje em dia.

fonte: shortlist.com