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A origem de Kingdom Hearts

A origem de Kingdom Hearts

Fato é que sou muito fã da Disney, então quando vi que havia um game no qual era possível controlar o Donald e o Pateta, meus favoritos, fiquei muito feliz e caí de cabeça. E muitos outros personagens além desses, como por exemplo a Malévola que é a vilã principal do primeiro game e outros do universo de Final Fantasy, além de novos e que são os protagonistas da história como Sora, Kairi e Riku. Porém, a história sofreu uma reviravolta tremenda com o lançamento de tantos títulos e sua cronologia não é exatamente a mesma dos games.

Há uma diferença entre linha do tempo e a história cronológica. Não vou listar os acontecimentos a cada jogo, e sim organiza-los para que a história acabe tornando-se uma só como se os games tivessem sido lançados nessa ordem. Bem, deveriam, mas, não aconteceu. E tudo isso porque os criadores achavam que o título não faria tanto sucesso e não se preocuparam em explicar uma série de eventos e nomes que são apontados na esperança de que os fãs gostassem tanto que eles então pudessem continuar a história futuramente. Ainda bem que deu certo, imagina só, mais uma história que ia morrer pela metade.

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Então, esquece a ordem dos games lançados e procure focar apenas nos personagens e na trama principal e sim, vai ter muito spoiler, impossível deixar algo de fora. Vamos lá!

Para começar é preciso explicar como funcionam duas coisas: os Heartless e os Nobody. O coração não é necessariamente um órgão, mas tem a ver com a força de vontade de cada um e possui luz e trevas em quantidades iguais. Quando uma pessoa é atacada pela força das trevas e tem seu coração retirado ela se torna um Heartless, que age violentamente e pode agir de acordo com as ordens de alguém que controla magia negra. Agora, se a pessoa tem muita força de vontade deixa para trás um corpo vazio que vai ser chamado de Nobody e que não possui qualquer sentimento, mas guardam memórias de suas vidas. E diferente dos Heartless eles podem assumir uma forma humana, são inteligentes e podem até orquestrar planos. Entretanto, não apenas coisas vivas, como pessoas ou animais possuem corações. Planetas também ou mundos também possuem corações e se por acaso um Heartless conseguir localizar esse coração e destruí-lo, consequentemente esse planeta ou mundo será destruído. E o coração de um planeta está localizado atrás de uma fechadura que só pode ser acessada com uma keyblade. E quem vocês lembram que conseguem empunhar keyblades? Pois é, volto nisso depois.

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Muitos anos atrás as pessoas costumavam batalhar por algo chamado Kingdom Hearts, que consiste basicamente na junção dos corações das pessoas com os corações dos planetas e mundos que já desapareceram. Logo, quem tem acesso a ele consegue uma quantidade absurda de poder e sabedoria. Só que não é tão fácil assim acessar ao Kingdom Hearts e para isso precisa de uma keyblade específica que é formada através da luta entre luz e trevas. Na verdade, foi assim que surgiu a criação da keyblade, onde os antigos guerreiros forjaram armas que parecem com o que nos acostumamos a ver nos games. Isso levou a uma batalha épica que quase destruiu o planeta, que foi salvo pela luz no coração das crianças dividindo assim a galáxia em pequenos mundos que nos foram apresentados no primeiro game, como Traverse Town, Agrabah, Wonderland e outros.

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É então que um jovem chamado Xehanort, que está cansado de viver em uma pequena ilha longe do nada chamada Destiny Island, decide que está na hora de abrir suas asas e conhecer o mundo e explorar galáxias. Faz amizade com o jovem Eraqus e juntos decidem treinar para se tornarem mestres da keyblade. Xehanort começa então a estudar a história por trás da keyblades e fica muito interessado quando descobre que o mundo já foi destruído uma vez e pensa “O que aconteceria se ele fosse destruído de novo?”. Anos passam e Xehanort não desisti dessa ideia, mesmo que seu amigo Eraqus seja totalmente contra. Decide colocar a teoria em prática e pega o garoto Ventus como pupilo, mas o treinamento não sai como o planejado e ele extrai toda a escuridão de Ventus criando um outro ser, o Vanitas. Dessa forma, ele finalmente vai criar o mesmo evento que geraria a Keyblade X (como chama a keyblade especial), porém o coração de Ventus foi deixado em frangalhos e como Xehanort não sabe o que fazer decide levar o garoto de volta à sua ilha natal onde ele acaba tendo um breve contato com um coração que estava destinado a uma criança recém-nascida, assim ele consegue ganhar um pouco de força e despertar, mas continua fraco, com amnésia e sem condições de lutar contra Vanitas. Xehanort deixa-o aos cuidados de Eraqus para que treine com outros dois estudantes, Terra e Aqua. Sentiu o clima dos elementos aqui? Vento, Terra e Água? Pois é. Continuando…

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Anos depois os três se tornam bons amigos, contudo, há uma ruptura entre eles quando Aqua é declarada Mestre da Keyblade e Terra não, por não conseguir controlar a escuridão dentro de si. Xehanort volta à cena e tenta envenenar Terra contra os demais, dizendo que vai ensina-lo a controlar a escuridão que há dentro dele, numa vibe muito o lado negro da força que existe em Star Wars. É então que o plano de Xehanort vem à tona, onde ele só queria que Eraqus treinasse Ventus para que ficasse em pé de igualdade com Vanitas e assim recriar a batalha que gera a keyblade especial (desculpem a repetição). Sua súbita dedicação com Terra é porque ele vai precisar de um corpo novo em algum momento e o rapaz finalmente descobre que o novo mentor não é quem imaginava. Eraqus finalmente entende o plano do amigo e decide matar Ventus para impedir que ele triunfe, mas Terra chega para salvar o amigo e acaba abrindo caminho para Xehanort matar Eraqus. Os três amigos se unem para acabar com o vilão e quase conseguem, todavia, ele é mais ágil e consegue colocar seu coração em Terra que se transforma no novo Xehanort. Ventus batalha contra Vanitas e a Keyblade X quase ressurge, felizmente, Ventus demonstra possuir uma força de vontade maior e consegue impedir o evento destruindo seu coração no processo. Aqua também é quase morta, e acaba sendo salva por outro mestre da keyblade em treinamento, o Rei Mickey. Mickey leva os dois para seu mestre, o Yen Sid, que é incapaz de curar Ventus, então Aqua decide esconder o corpo do amigo até que consiga cura-lo. Ela volta com a keyblade de Eraqus para lutar contra Terra e falha, ficando perdida num mundo sem saída, enquanto Xehanort vai parar num lugar chamado Radiant Garden e é amparado por Ansem o Sábio.

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É aqui que tudo começa a se conectar com a história que conhecemos. Xehanort finge ter perdido a memória para ganhar a confiança de Ansem e, assim, dar continuidade aos seus planos. Longe dali, um menino chamado Sora sente uma estranha inquietação, já que foi o coração dele que se conectou brevemente com o de Ventus e essa conexão ainda existe, permitindo que Ventus descanse dentro de Sora até ficar curado.

Enquanto isso, o Rei Mickey continua lutando contra o mal ao redor dos mundos e acaba ficando amigo de Ansem que confessa sua preocupação com o pupilo Xehanort que insiste em se aprofundar nas pesquisas. Óbvio que Xehanort consegue tirar o Ansem do poder e passa a fazer experimentos com os demais aprendizes, transformando todos em Nobody, criando assim os futuros membros da Organização XIII e tomando para si o nome do mestre. Aqua incomoda Malévola que procurar um lugar novo para morar e acaba em Radiant Garden, matando todos os habitantes com exceção daqueles que conhecemos em Traverse Town. No meio disso tudo uma menina chamada Kairi está presa num gap entre os mundos e acaba naufragando numa ilha que sabemos bem qual é, sem lembrar de muita coisa, especialmente de que mundo veio.

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Dez anos depois temos os eventos do primeiro game onde o Rei Mickey, agora um Mestre da Keyblade designa Donald e Pateta para encontrarem outro mestre da Keyblade para que juntos consigam parar toda a escuridão que está assolando os mundos e protegê-los. Daqui em diante é mais fácil lembrar da trama com Sora indo parar em Traverse Town e na sua busca por Riku e Kairi. Riku vira peão nas mãos da Malévola que também é só mais um peão nas mãos de Ansem que deseja abrir o portão para o Kingdom Hearts ao destruir os mundos. E olha só, existem três desses portões. Falei do principal lá em cima, mas ele se divide em dois menores, o portão para acessar os corações do mundo e outro para acessar o coração das pessoas. Nesse caso, Ansem quer o dos mundos e que aparece no final do primeiro game, quando Mickey e Riku ficam presos, já que essa porta precisa ser trancada dos dois lados. Deixando assim Sora, Donald e Pateta com a missão de resgatar a ambos.

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Entretanto, nada é tão difícil que não possa complicar mais e no evento em que Sora se sacrifica por Kairi acaba criando dois Nobody diferentes. Um é a Namine que é criada a partir da Kairi e o outro é o Roxas. Namine consegue manipular as memórias de Sora por ter uma ligação com ele graças ao pedaço do coração da Kairi e Roxas é na verdade a união dos corações de Ventus e Sora, lembram que o coração do Ventus ainda estava dentro do Sora quando criança? Então. Os aprendizes que viraram Nobody’s decidem que não é tão legal não poder ter sentimentos e criam a Organização XIII se unindo a outros Nobody’s para conseguir pegar corações e serem totalmente humanos de novo. E dessa vez Xemna, o Ansem, que é na verdade o Xehanort disfarçado, vai atrás do outro portão do Kingdom Hearts, o que tem os corações das pessoas e usa Roxas que tem o poder de empunhar a keyblade, por conta das memórias e do coração que divide com Ventus. Junto com ele está Xion que foi criada pela organização e também possui parte das memórias do Sora e por isso nem Naminé, nem o Diz (que depois descobrimos é o Ansem o Sábio disfarçado) conseguem acordar o garoto, o que era um plano da organização desde o início. Por fim, Xion se sacrifica para que Sora consiga recuperar suas memórias, mas não é o suficiente pois Roxas continua vivo. Riku o derrota, Sora tem suas memórias restauradas e descobre que Kairi foi raptada pela Organização XIII para que assim ele destrua mais heartless e encha o portão três do Kingdom Hearts. Eles só não contavam que Axel iria se rebelar por ainda estar conectado ao Roxas através do Sora levando-o direto a base deles. Sora, Donald e Pateta reencontram com Namine e Riku, que conseguem libertar Kairi e o Rei Mickey conversa com Diz que revela ser o sábio Ansem. Mas, disso vocês já sabiam.

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O trio derrota Xemnas e retornam para Destiny Island a fim de viverem felizes para sempre… O que não acontece. Sora, Donald e Pateta descobrem evidências que indicam que Aqua, Ventus e Terra ainda possam estar vivos e fazem planos de resgata-los. Mestre Yen Sid explica que quando o Heartless e o Nobody de uma pessoa é derrotado, bem provável que seu corpo ganhe forma de novo, o que implica no retorno do Xehanort original. Sim, ele existe e agora consegue viajar no tempo criando várias outras versões de si mesmo e reunindo novamente seus discípulos em uma tentativa final de conseguir acessar ao primeiro portão do Kingdom Hearts, dando assim o gancho derradeiro para o novo título de Kingdom Hearts III.

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Pausa para estalar os dedos.

Bem, aqui está o melhor resumo possível da história por trás dos games de Kingdom Hearts lançados até esse momento. Espero que tenham entendido essa trama que é confusa, mas, como descrevi lá em cima, nem os criadores sabiam que ia dar tanto pano para manga e foram fazendo como podiam.

fonte: canal frustrade jacob