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Em Cartaz: “Deadpool” chegou para arrebentar!

Em Cartaz: “Deadpool” chegou para arrebentar!

Como começar a falar de um filme que por pouco nem chegou a acontecer? O destino de tantos outros que encalham nos estúdios e acabam nunca vendo a luz do dia. Felizmente, graças ao apoio incondicional dos fãs e do ator principal Ryan Reynolds, a origem do não-heroi Deadpool deixou de ser um projeto e tomou conta das telas de cinema. E que escândalo.

A primeira dúvida de todos era se o estúdio seria fiel a essência irreverente do personagem e como transportar isso para o filme? Bem, a FOX surpreendeu a todos ao anunciar que a classificação etária para o longa seria de 18 anos (nos EUA) e de 16 anos (no Brasil). Portanto, agora Pool poderia muito bem fazer o que sabe fazer melhor: ser ele mesmo.

Deadpool tem piada pronta e fan-service do início ao final do filme. O longa trata da origem do personagem, como o então mercenário Wade tornou-se o não-herói Deadpool. Utilizando de recursos de narrativa simples, mas muito bem aproveitados como flashbacks, o filme entretém e consegue se manter leal a natureza do personagem. São muita referências ao mundo dos quadrinhos e demais filmes de heróis, incluindo até menções a desastrosas produção do Lanterna Verde no qual Reynolds participou e foi injustamente acusado de ter afundado o herói. Aqui certamente foi o momento dele triunfar e mostrar de uma vez por todas que nasceu para esse papel e não poderiam ter escolhido outro ator. Não apenas encarnou o Deadpool nas telas como fora dela também, aguçando mais e mais a curiosidade de todos os fãs e futuros fãs. A participação de Colossus e da Míssil Adolescente Megassônico ajuda bastante na evolução do personagem principal, todavia, é o papel da brasileira Morena Baccarin que dá sentido ao longa.

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Afinal, a premissa, além de mostrar a origem do não-herói, encontra-se no desenvolvimento do relacionamento dos dois e como é esse o motivo principal para que Deadpool decida perseguir os bandidos que o deixaram naquele estado lamentável.

Com poucos recursos financeiros, e fazendo piada disso, os produtores conseguiram tirar leite de pedra e entregam aos fãs um filme de ação redondinho com cenas de lutas de tirar o fôlego. Eles preferiram não arriscar muito e se manter numa linha de eventos com os quais soubessem lidar de modo inteligente e é aí que percebemos como Deadpool triunfa diante de nós. Para alguns a quantidade absurda de piadas e easter-eggs pode incomodar, mas condiz perfeitamente com o personagem que apesar de muito querido pelos fãs, tem poucos quadrinhos emblemáticos e ficou mais conhecido por seu temperamento do que por suas histórias.

O longa não apenas saiu por cima ao apresentar uma trama simplista, mas bem elaborada, como também soube alcançar tal feito ao realizar essa façanha em menos de 2h o que parece ser um enorme problema com os filmes atuais. Deadpool, sem querer, ou querendo, estabeleceu um novo padrão em relação aos filmes de super-heróis e resta saber se a FOX irá continuar esse padrão ou mesmo se os demais estúdios irão aderir a essa moda. Se sim ou não, não sei. Mas que o Deadpool chegou para arrebentar paradigmas, disso tenho certeza.