Share
Especial MCU 10 Anos: “Capitão América 2 – O Soldado Invernal”

Especial MCU 10 Anos: “Capitão América 2 – O Soldado Invernal”

Hora de revisitar aquele que é considerado um dos melhores filmes da Marvel. Capitão América 2 – O Soldado Invernal consegue evoluir personagens antigos ao mesmo tempo em que cria uma atmosfera de espionagem.

Até esse momento vemos que Steven está conseguindo se adaptar a nova vida. Depois de acordar repentinamente em Nova York e lutar contra Loki, mudou de casa e está em Washington. Uma mudança de cenário necessária para introduzir o novo plot de espionagem e política.

Não é uma mudança tão fácil quanto parece e ele continua meio deslocado. São as missões que a S.H.I.E.L.D. lhe passa que o levam de volta a sua zona de conforto. Algo que comenta mais para frente no longa com Sam Wilson. Novo personagem e que de imediato passa a ter uma relação próxima com Steve por terem um histórico militar. Ambos serviram na guerra e também perderam pessoas. Mas diferente do Capitão, Sam largou o serviço porque quis. E Steve não sabe se iria conseguir fazer outra coisa se tivesse que escolher.

Por isso a crescente decepção com a S.H.I.E.L.D. é tão aparente. Não apenas conhecia as pessoas que a fundaram, como Howard e Peggy, como acredita nos valores que prega. De prover liberdade as pessoas atuando em áreas que outros braços do governo americano não alcançam. Ora, não foi justamente por isso que ele se voluntariou no projeto do super soldado? Por possui uma enorme vontade em servir ao exército e assim ajudar outros?

E qual não é sua surpresa ao descobrir que Natasha estava roubando segredos da própria S.H.I.E.L.D. a mando de Nick Fury. Mais uma vez, Steve entende que nada nesse meio é preto no branco. Não existe um lado mau e outro bom. Não é tão fácil quanto era na segunda guerra identificar os bandidos. E tudo isso vem à tona quando Fury sofre um atentado e é dado como morto. Rapidamente o Capitão vira o suspeito número 1 da S.H.I.E.L.D., tendo que fugir e investigar por conta própria o ataque. Bem, não exatamente sozinho, já que Natasha que sempre foi braço direito do Fury se une a ele.

Nesse ponto no longa, os dois fazem a descoberta que Steve não queria: de alguma forma a S.H.I.E.L.D. facilitou para que a Hidra continuasse a existir e operar em segredo. Logo, esse tempo todo eles estavam trabalhando indiretamente para a Hidra. Quer decepção maior do que essa para aquele que se sacrificou para acabar com essa organização? É aqui que vemos uma clara mudança de comportamento em Steve. Ele entende que sua lealdade e princípios vão ser testados o tempo inteiro. Então cabe a ele ser a mudança, passar a delegar ordens ao invés de só acatá-las.

Todavia, essa missão não vai ser nada fácil. Hidra sempre foi uma organização inteligente e auto-suficiente até certo ponto. O que só piora quando o Soldado Invernal sai das sombras e começa a caçar Steve, Natasha e Sam. No meio do confronto, mais uma decepção para a conta do Capitão: o tal Soldado Invernal é ninguém menos que o Bucky. Seu amigo de infância. O que acaba por quebrar de vez o personagem.

Não aceita o que fizeram com o melhor amigo e profere uma frase que no futuro desse universo de filmes viria a fazer muito sentido: “Mesmo quando eu não tinha nada, eu tinha o Bucky”. Ele continua carregando esse sentimento. E ver o amigo é ter de novo essa ligação com o passado. Dá sentido a quem ele é. Algo que se perdeu desde que foi ressuscitado e jogado nesse mundo de tons de cinza.

CONCLUSÃO

Capitão América 2 – O Soldado Invernal é considerado por muitos, incluindo a crítica especializada, como o melhor filme da Marvel Studios. E não é difícil identificar as razões para o título. Consegue na medida certa reintroduzir personagens, fazendo-os evoluir, como também apresentar uma trama intensa de espionagem e reviver um poderoso inimigo do protagonista. Mais do que isso, começa a estruturar um caminho importante para esses e outros personagens. Deixa claro que aquele ingênuo Steve Rogers não existe mais. Não vai acatar ordens cegamente. Ou acreditar inteiramente em organizações ou governos. Sua crença reside no que vem fazendo ao longo dos anos. Está em seus princípios e caráter, tal qual naqueles que decidem se posicionar ao seu lado. Agora o Capitão América virou dono do próprio nariz.

Ficha Técnica
Diretor: Anthony Russo, Joe Russo 
Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely
Elenco: Chris Evans, Scarlet Johansson, Anthony Mackie, Samuel L. Jackson, Hayley Atwell, Frank Grillo, Robert Redford, Emily VanCamp, Cobie Smulders, Maximiliano Hérnandez, Sebastian Stan, Toby Jones, Stan Lee, Callan Mulvey, Jenny Agutter 
Duração: 2h16min 
Estreia: 10 de abril 2014