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Especial MCU 10 Anos: “Guardiões da Galáxia”

Especial MCU 10 Anos: “Guardiões da Galáxia”

Poucos sabiam quem eram os Guardiões da Galáxia antes do filme estrear. E mesmo assim, a formação vista no filme de James Gunn não é a original dos quadrinhos. O diretor tinha em mãos uma tarefa bem difícil: apresentar outra equipe sem filmes solos. E não decepciona. Pelo contrário.

Logo que o filme inicia somos apresentados a Peter Quill, um garoto que precisa lidar com a perda da mãe. Mas o menino não tem muito tempo para ficar triste e entender a situação, pois é sequestrado por uma nave. Passa-se um bom tempo e o vemos de novo, adulto, andando a esmo em um aparente planeta deserto enquanto dança ao som de Redbone – Come And Get Your Love. Aqui o espectador já começa a ter uma noção do que nos espera no decorrer de Guardiões da Galáxia.

Peter encontra o que procurava, um misterioso orb, mas logo precisa lutar contra outros que querem a mesma coisa. Mas não é qualquer um que deseja o orb. E sim Ronan o Acusador. Em um acordo feito com ninguém menos que Thanos, o déspota oferece o orb em troca da destruição de uma planeta inteiro. Pedido esse o qual Thanos nem titubeia. Porém, Ronan não sabe o que se encontra dentro do orb. Nem Peter a bem da verdade. Só foi atrás do orb para irritar Yondu, aquele responsável por sequestrá-lo. O que acaba virando alguns olhares para si, como o de Gamora que quer se vingar do pai. E Rocket e Groot que buscam a recompensa ofertada por Yondu.

Esses quatro acabam por acaso, ou não, gerando a maior confusão no meio da cidade de Xandar e capturados pelo Nova Corps. São uma espécie de força militar espacial com diferentes patentes, cuja a mais alta é Centurion Nova Prime, papel de Glen Close. Por serem considerados perigosos e inaptos a continuar em Xandar, são enviados para uma prisão de segurança máxima e é onde a aventura tem início.

Como mencionado acima, Gunn não teve a mesma “facilidade” que Joss Whedon. Precisava introduzir personagens desconhecidos do grande público num curto espaço de tempo. Sem a chance deles terem filmes solo. Por isso a sequência deles na prisão é tão importante. Aqui descobrimos mais sobre as personalidades de todos eles com o acréscimo de Drax. Em poucos minutos entendemos que Rockett e Groot são parceiros e que o primeiro passou por experimentos terríveis, enquanto o segundo é uma incógnita com vocabulário limitado. Gamora é a mais fácil de compreender, onde sua reputação a precede, tanto por ser uma assassina, quanto por ser filha de Thanos. Toda a galáxia sabe quem são. E todos os querem mortos. Por último temos Drax, com humor peculiar e que também procura vingança pela morte da família. Pronto. O espectador tem o suficiente para criar uma relação com os personagens e se importar com eles.

Logo, esse grupo de desajustados põe em prática o plano de fugir da prisão e entregar o orb para o contato de Gamora. Os cinco então vão parar em Lugar Nenhum, planeta minerador que funciona dentro da cabeça decepada de um celestial. Uma raça antiga de entidades que possuem corpos enormes, mutáveis e com habilidade de manipular energia. Por que tal informação é importante? Bem, porque um certo personagem chamado Ego daria o ar da graça em Guardiões da Galáxia vol.2.

É em Lugar Nenhum que nossos anti-heróis encontram o Colecionador, aquela figura que vimos outras vezes nesse universo. Mais recentemente em Thor: O Mundo Sombrio. Não tarda para que Peter, Gamora, Rockett e Groot descubram o que de fato tem dentro do orb: uma joia do infinito. De forma breve Tivan explica o conceito das joias, mas uma de suas escravas toca no artefato liberando o poder. Bem assustados, saem dali decididos a não deixar que a joia caia nas mãos de Ronan, mas Drax tem outra ideia. Ele acaba informando a tropa de Ronan o paradeiro deles e tem início um confronto que termina com a joia indo parar nas mãos do déspota e Gamora e Peter capturados por Yondu.

Chegou o momento que essa recém formada equipe precisa decidir o que é o certo a fazer. Liderados pelo bom senso de Gamora. Não vai ser uma missão fácil enfrentar o Ronan e proteger Xandar, mas se tem alguém que pode conseguir são eles.

CONCLUSÃO

Guardiões da Galáxia é o primeiro filme desse universo a ter humor do início ao fim. As piadas são inteligentes e fluídas. Nada é gratuito apenas para fazer humor.

Na figura de Peter Quill temos o mestre das referências. A todo instante ele faz comparações com shows e filmes da sua infância na Terra. Ora, sua nave se chama Milano por conta da atriz Alissa Milano. Logo no início do filme, enquanto está naquele planeta abandonado, desliza no piche como Tom Cruise.

Sem deixar de lado um elemento muito importante: a trilha sonora. James Gunn fez questão de construir seu filme em cima de uma trilha sonora que embale o espectador. São canções bastante conhecidas e que ditam o tom das cenas e contribui para a construção da trama. Os personagens são carismáticos e com personalidades distintas.

Outro ponto a se considerar é o fato de termos saído do lugar comum, que é Nova York, e fomos para o espaço. Abrindo um leque enorme de informações e oportunidades para a expansão desse universo de filmes. Em pouco tempo aprendemos muita coisa pertinente e vimos Thanos perder outra joia do infinito. Afinal, é aqui o ponto de origem dessas relíquias que o titã está buscando.

TRILHA SONORA

Ficha Técnica 
Diretor: James Gunn
Roteiro: James Gunn, Nicole Perlman
Elenco: Chris Pratt, Zoe Saldana, Vin Diesel, Bradley Cooper, Dave Bautista, Michael Rooker, Lee Pace, Karen Gillan, Josh Brolin, Djimon Hounsou, John C. Reilly, Glenn Close, Benicio Del Toro, Laura Haddock, Sean Gunn, Peter Serafinowicz
Duração: 2h1min
Estreia: 31 de julho de 2014