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“Homem-Aranha: Longe de Casa” é melhor que o anterior

“Homem-Aranha: Longe de Casa” é melhor que o anterior

Após o lançamento de Vingadores: Ultimato, os fãs tiveram que se despedir de alguns personagens, entre eles o Homem de Ferro. Mais do que um herói, Tony Stark tornou-se o símbolo de salvação do planeta. Todavia, para Peter Parker ele tinha outro significado. Era alguém que acreditava nele e que dividia as mesmas experiências de herói. Agora, Peter não tem em quem se espelhar ou pedir conselhos. E é esse o ponto de partida de Homem-Aranha: Longe de Casa.

Por sentir tanto a falta de Tony é que Peter decide que está na hora de ser um adolescente normal. Quer viajar com os amigos, curtir as férias de verão na Europa e quem sabe se declarar para MJ. Seus planos são interrompidos por Nick Fury que solicita sua ajuda para resolver um problema grave. A princípio Peter se mostra relutante. Não sabe se vai conseguir atender as expectativas de Fury. E mais, teme ter sua identidade revelada caso suma da excursão por muito tempo. O que é prontamente resolvido por Fury.

Tom Holland e Samuel L. Jackson - Longe de Casa

Ele vai lutar ao lado de Quentin Beck que veio de outra Terra atrás de seres elementais que destruíram seu planeta. Esses seres, de alguma maneira, chegaram na Terra e estão causando bastante destruição. Quentin conseguiu lidar com três deles, mas falta o mais perigoso. Peter acha que sua presença não vai ser de grande serventia. Ele é só o Homem-Aranha e Fury precisa de alguém mais poderoso. É quando recebe do agente um item que Tony deixou para ele. Um par de óculos que possui acesso ao programa EDITH. Com esse programa é possível controlar uma série de drones, como também outros recursos. Ter esse peso nas mãos é demais para Peter que não quer ser o próximo Homem de Ferro. Mas será que existe mesmo alguém para preencher essa vaga?

Homem-Aranha: Longe de Casa foi melhor arquitetado do que De Volta ao Lar. As nuances do roteiro estão melhor amarradas e houve uma evolução considerável dos personagens. Em especial do protagonista.

Tom Holland - Longe de Casa

O longa se preocupa em desenvolver melhor certas habilidades do Peter que são inerentes a ele. Mas, que por alguma razão, não foram mostradas em outros filmes. Antes mesmo de ser picado pela aranha e ganhar poderes, ele sempre foi um rapaz inteligente. Não a toa desenvolveu seus primeiros trajes e lançador de teias. É um dos melhores alunos da escola. Entretanto, por qualquer motivo, foi reduzido a um adolescente com poderes que não sabe bem o que está fazendo e quer apenas provar seu potencial. O que felizmente é corrigido em Longe de Casa.

Ter o Tony Stark como mentor, de uma certa forma, ofuscou o brilho que o Homem-Aranha sempre teve enquanto personagem. Boa parte das características marcantes estavam presentes, mas agora ele finalmente é o Homem-Aranha que deveria ser. Aquele que entende de multiverso, física quântica, sabe manusear qualquer aparelhagem eletrônica e até mesmo criar novos trajes se preciso for. Só precisa acreditar nele mesmo. O que é outro ponto também inerente ao personagem. E que fica mais evidente com a escolha do adversário.

Jake Gyllenhaal - Longe de Casa

Mysterio provou ser outra boa escolha para vilão – como foi em De Volta ao Lar – e que apresenta um desafio necessário para forçar Peter a evoluir como herói. Além disso, sua presença é de suma importância para a continuidade da história como um todo. Jake Gyllenhaal combinou bem com o papel do vilão. O ator parecia estar confortável e entregou uma atuação que condiz bastante com a natureza do personagem.

Tudo isso faz com que Homem-Aranha: Longe de Casa seja melhor do que De Volta ao Lar, pois há uma clara preocupação em fazer com que a trama se encaixe na cerne do protagonista e não o contrário. O que dá espaço para vermos o amadurecimento do cabeça de teia como herói. Sem precisar ficar à sombra de outros grandes personagens. Aqui o Homem-Aranha consegue brilhar sozinho, finalmente.

P.S: São 2 cenas pós-créditos! Uma logo quando o filme acaba e outra quando terminam os créditos. Elas são COMPLEMENTARES portanto não saia do cinema sem ver as duas!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Jon Watts 
Roteiro: Chris McKenna, Erik Sommers 
Elenco: Tom Holland, Zendaya, Jacob Batalon, Jake Gyllenhaal, Samuel L. Jackson, Marisa Tomei, Jon Favreau, Tony Revolori, Angourie Rice, Remy Hii, Martin Starr, J.B. Smoove, Jorge Lendeborg Jr., Cobie Smulders, Numan Acar 
Duração: 2h09min
Estreia: 04 de julho