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HQ: “Wonder Woman vol. 2: Year One” de Greg Rucka

HQ: “Wonder Woman vol. 2: Year One” de Greg Rucka

Quem não gosta de uma boa história de origem? E com o surgimento de Rebirth na DC Comics, a Mulher-Maravilha ganhou uma outra versão pelas mãos de Greg Rucka.

Sabemos que a amazona criada por William Moulton Marston teve algumas histórias de origem desde a sua criação na década de 40. Umas boas e outras nem tanto. Todavia, combinando o aniversário de 75 anos da personagem com o lançamento de uma nova linha editorial da DC Comics a qual respeita o legado de seus personagens, Greg Rucka junto com Nicola Scott e Bilquis Evely são os responsáveis por Wonder Woman vol.2: Year One da DC Rebirth.

A HQ é um compilado de 7 edições (volumes pares #2 a #14) da revista e reconta a criação de Diana na Ilha Themyscira até seu encontro com Steve Trevor e a ida para o mundo dos homens. Porém, muito diferente do que foi apresentado em Terra Um por Grant Morrison (ainda bem!), Diana não possui qualquer poder ao sair da ilha e é agraciada pelos Deuses enquanto está sob a custódia do exército americano, devido a uma demonstração inesperada de super força. Como eles não conseguem se comunicar com ela, pois sua língua mistura idiomas com dialetos antigos, decidem recorrer a uma especialista e convocam a Dra. Barbara Ann que é essencial para estabelecer uma ponte entre Diana e os demais personagens como a Tenente Etta e Steve Trevor que estão cuidando pessoalmente da moça.

Além do mais, a linguista consegue satisfazer um antigo desejo ao descobrir que as Amazonas realmente existem e é assim que surge uma amizade entre elas, o que se complica no futuro quando Barbara Ann Minerva se torna a Cheetah, uma inimiga clássica da Mulher-Maravilha. Isso não é mencionado nesse quadrinho, pois está sendo explorado nas edições ímpares da revista cujo compilado chama-se Wonder Woman vol.1: The Lies e também comporta as 7 primeiras edições indo da edição #1 a #11.

O Year One ou Ano Um mostra basicamente o treinamento da Diana que ainda não possui o título de Mulher-Maravilha e sua incursão ao mundo dos homens enquanto faz descobertas a respeito dos seus poderes e o que vai representar a esse mundo. Tais tópicos são abordados na história com muita sutileza e fluidez, dando a personagem uma personalidade em formação e a ingenuidade que era de se esperar de alguém que está finalmente conhecendo o mundo. Contudo, tais qualidades não devem ser confundidas com tolice, muito pelo contrário, devem ser vistas como falta de experiência o que ela vai ganhar ao passo que for convivendo com outras pessoas e, futuramente, a faz questionar sua posição enquanto heroína o que também é apresenta no outro encadernado. De certa forma, essas duas histórias em separado acabam se unindo sem depender por completo uma da outra para serem lidas. Mas torna a experiência mais significativa.

Wonder Woman vol.2: Year One é muito bem construído e desenhado, dando a Diana características mais clássicas e que muito se assemelha as pinturas que retratam figuras gregas famosas, afinal, sua base são os Deuses do Olimpo, então, nada mais lógico. Me arrisco a dizer que dentre tantos artistas famosos que se aventuraram em retratar a Amazona, essa concepção é a que mais se encaixa no conceito que possuo ao pensar na personagem. Também me agrada o estilo de Cliff Chiang que a retratou em grande parte da saga dos Novos 52, com um estilo mais contemporâneo e que lembra pop-art, contudo, o estilo da artista Nicola Scott somado as cores de Romulo Fajardo Jr. deixa tudo mais próximo do que espero encontrar ao me deparar com uma HQ da origem de Diana Prince.