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“A Maldição da Chorona” não faz rir nem chorar

“A Maldição da Chorona” não faz rir nem chorar

Mais um filme produzido por James Wan que depois de Invocação do Mal 2 parou de dirigir e agora só está produzindo filmes para seu universo de terror. O longa se baseia na lenda mexicana da Chorona que é similar a da Mulher de Branco. Essas lendas existem em quase todos os países do ocidente, trocando o nome da lenda, mas no final é a mesma coisa.

A Maldição da Chorona apresenta a origem da lenda da Chorona logo no início. Mostra o que aconteceu para ela existir, no final do século 19, uma bela mulher, casada com um homem rico e com dois filhos, descobre que ele a está traindo e como vingança mata os dois filhos afogados. Porém, se arrepende do que fez e chora até se matar no mesmo rio onde afogou os filhos.

Passados 100 anos vamos para Los Angeles na década de 70. E passamos a acompanhar Anna Tate-Garcia,a personagem da Linda Cardellini, que é uma assistente social com dois filhos e que vai se deparar com a figura da Chorona.

James Wan tem produzido muitos filmes dentro do seu universo de terror e esse é mais um deles. Mostra o sobrenatural de várias formas e fazendo conexão até com o casal Warren.  Enquanto ele se preocupa em dirigir para o Universo DC, com o seu Aquaman de sucesso, acaba associando o seu nome em produtos meio duvidosos como é o caso desse filme.

A Maldição da Chorona está longe de ser um Invocação do Mal. Entretanto, cumpre um pouco o seu papel dentro do gênero. É um filme que mantém o clima do começo ao fim, tem boas atuações, mas poucos momentos de susto real. Na verdade, ao meu ver, existiu apenas um susto bem construído. De resto, são apenas os famosos “jump scares” previsíveis em filmes do gênero. E que acaba por agradar o grande público que busca justamente por isso.

O longa tem vários clichês de filmes de terror. Alguns são bem usados outros não. Possui até alívio cômico em certos momentos, mas nada como foi feito em A Freira. Um longa que não devia ter sido levado a sério desde o começo. Aqui, Daughtry usa do mesmo artifício não para quebrar a tensão, e sim para pontuar o fim da mesma.

No quesito técnico a fotografia é bem escura, mantendo o clima do filme. Só que isso acaba por cansar o espectador depois de um tempo. Te faz forçar a visão para entender o que está acontecendo na tela. Os principais problemas do filme se encontram no roteiro que não apresenta uma conclusão plausível. O que impacta de forma ruim A Maldição da Chorona.

Apesar de possuir elementos muito bons próximo do final – como o fato da entidade conseguir entrar novamente na casa da protagonista – não há realmente uma conclusão para todo o problema criado. O que faz o espectador pensar “vai ser só isso?” no momento que a tela preta surgir e os créditos rolarem.

Ficha Técnica
Diretor: Michael Chaves 
Roteiro: Mikki Daughtry, Tobias Iaconis 
Elenco: Linda Cardellini, Roman Christou, Jaynee-Lynne Kinchen, Raymond Cruz, Marisol Ramirez, Patricia Velasquez, Sean Patrick Thomas, Tony Amendola, Irene Keng, Oliver Alexander, Aiden Lewandowski, Paul Rodriguez, John Marshall Jones, Ricardo Mamood-Vega, Jaydan Valdívia 
Duração: 1h33min 
Estreia: 18 de abril