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O retorno de Mike Meyers em “Halloween”

O retorno de Mike Meyers em “Halloween”

Lá se foram 40 anos da franquia Halloween que teve início em 1978 e conta com 10 filmes no total. Alguns desfazem por completo da essência da franquia. Outros, como o de Robbie Zombie, celebra o que foi criado originalmente por John Carpenter e Debra Hill. Mas era o momento de por um fim na relação entre Laurie e Michael.

Halloween chega aos cinemas com o intuito de apagar – isso mesmo, apagar – todos os outros títulos que vieram depois do longa original. Aqui se passaram 40 anos desde o fatídico ataque na noite do dia das bruxas no qual Laurie foi a única sobrevivente. Michael encontra-se encarcerado num hospital psiquiátrico mas está prestes a ser transferido. Tal notícia atiça ainda mais o sentido de sobrevivência de Laurie. Ela não tem feito outra a coisa a não ser se preparar para um possível encontro com o assassino. Para isso colocou em risco até sua relação com a filha. Porém, mesmo de lados opostos, tanto Laurie quanto Michael tem o mesmo desejo de vingança.

Para alguns esse novo Halloween pode parecer estranho já que mantém a mesma linguagem do filme original. Tanto no design gráfico, quanto nos cenários, figurinos, personagens, trilha sonora e até mesmo na escolha dos móveis. Há uma mistura fluída entre o moderno e o antigo, onde rostos conhecidos se misturam aos novos numa conhecida trama violenta. Todos esses elementos remetem bastante aos bons filmes de terror lançados na década de 70 e não a toa Halloween foi imaginado para ser desse jeito.

Michael Meyers não é uma lenda. Pouco ou quase nada é mencionado a seu respeito. Sua figura mítica desperta curiosidade de alguns, mas as explicações a seu respeito continuam sem respostas. E nem precisa delas, Michael é e sempre vai ser um psicopata movido pelo desejo de matar. Não existe um homem por trás daquela máscara sem expressão. E a única pessoa que entende isso muito bem é a própria Laurie.

Outro ponto a favor do filme são as inúmeras referências e a forma com a qual Michael elimina as suas vítimas. Cada morte parece ser ainda mais brutal que a próxima e rápida. Diferente de outros psicopatas, Meyers encontra prazer apenas no ato de tirar a vida, sem muita tortura envolvida. Claro, existe ainda as cenas clássicas de perseguição mas sem tanta comédia envolvida. Há outros elementos em cena que facilitam a locomoção do psicopata e o fator surpresa.

Halloween triunfa como o retorno do verdadeiro Michael Meyers e não aquela figura massificada nos demais filmes. Aqui toda a atmosfera contribui para que a essência do longa original seja preservada e enaltecida, como também prover um encerramento na história mal acabada entre Laurie e Michael. Afinal, não é qualquer um que consegue passar incólume a uma noite de Halloween na mesma cidade de Michael Meyers.

Ficha Técnica 
Diretor: David Gordon Green 
Roteiro: Jeff Fradley, Danny McBride, David Gordon Green
Elenco: Jaime Lee Curtis, Judy Greer, Andi Matichak, James Jude Courtney, Nick Castle, Haluk Bilginer, Will Patton, Rhian Rees, Jefferson Hall, Toby Huss, Virginia Gardner, Dylan Arnold, Miles Robbins, Drew Scheid, Jibrail Nantambu
Duração: 1h46min
Estreia: 25 de outubro