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“O Sequestro” aposta na tensão do público!

“O Sequestro” aposta na tensão do público!

Se tem algo que marca a história do cinema é a relação mãe e filho. Independente de qual seja, rende sempre bons filmes. Que é o caso de O Sequestro com Halle Berry.

O longa que conta com a direção de Luis Pietro e roteiro de Knate Lee, gira em torno da incessante busca de Karla Dyson para recuperar seu filho. O menino foi sequestrado em um parque e ela vê quando os sequestradores o arrastam para dentro de um carro. Dando início assim a uma longa e árdua perseguição.

O Sequestro possui uma premissa simples, poucos personagens, cenário em movimento e um roteiro objetivo. Berry consegue sustentar sozinha o longa, além de prover uma performance crível a ponto de prender a atenção do espectador durante todo o filme. Logo no início vemos a razão por seu amor incondicional pelo filho. O que basta para entender todo o empenho em recuperá-lo. Além do mais, ainda que a premissa seja conhecida, o longa vai na contramão de grande parte dos filmes que usam o mesmo tema.

A personagem principal não possui qualquer conjunto de habilidades que possa lhe ser favorável. Bem diferente de Bryan Mills em Busca Implacável, por exemplo. Ela é apenas uma mãe que não quer perder o filho de vista, por isso decide seguir os sequestradores. Dessa forma, cria-se uma atmosfera tensa que permanece durante o filme todo, deixando o espectador na beira da cadeira. Justamente por ser uma pessoa normal, como mencionado, Karla está propensa a cometer alguns erros e deslizes. O que também facilita na hora do espectador simpatizar com ela, já que não tem soluções fáceis para nenhum dos obstáculos que aparecem.

E mesmo se tratando de um filme simples, não é possível prever o desfecho de O Sequestro que acaba por fugir do previsível. Pelo menos, o que seria o esperado. O diretor soube fazer as escolhas certas para que o longa tivesse seu aproveitamento máximo. Afinal, quem não gosta de um bom filme de ação?