Share
OnBox: “Supergirl” – 1ª temporada é mérito da protagonista

OnBox: “Supergirl” – 1ª temporada é mérito da protagonista

gradecmaisDesde que foi anunciado que Kara Danvers, a prima do Homem de Aço, ganharia sua própria série a sensação foi de descrença. Afinal, a personagem é mais conhecida por aqueles que consomem os quadrinhos e animações da DC Comics. Felizmente, Greg Berlanti, Ali Adler e Andrew Kreisberg decidiram dar uma chance a personagem e mesmo aos tropeços, a série conseguiu terminar em alta.

Não fica claro qual é o propósito da série logo no início e os muitos erros técnicos acabam atrapalhando bastante o desenrolar da trama, como também cansam o espectador que teve que esperar quase meia temporada para que a história enfim deslanchasse.

supergirls

E, possivelmente, se não fosse a entrega de Melissa Benoist ao papel, a série não teria o mesmo êxito ou sentido. A atriz que foi encarada por muitos com o nariz torcido não apenas se transformou na Garota de Aço, como carregou demais membros do elenco nas costas durante a maior parte dos episódios. Foi prazeroso acompanhar a evolução de Benoist no papel e como de modo gradual isso afetou também as demais atuações. Por exemplo, se antes Cat Grant era uma megera, aos poucos foi ganhando o papel de mentora de Kara e tendo seu lado Miranda Priestly jogado para escanteio. Winn deixou de ser aquele amigo ciumento e chato, que costuma confundir amizade com amor, para ser membro essencial na equipe da Supergirl e também como ajudante técnico quando necessário. Todavia, personagens como Alex e Hank funcionam melhor quando a Supergirl não está em cena. O elo entro os dois costuma balançar sempre que a heroína entra na jogada e por mais que o trio seja valioso, funciona melhor quando dividido em duplas.

E se Benoist é exemplo de evolução, o mesmo não pode ser dito dos vilões que oscilam entre tentar ser de fato ruim ou meramente alguém sem escrúpulos. Toda a história do Non com a Astra e as lutas com péssimas coreografias serviram mais para confundir e cansar o espectador do que o contrário. Quando existe um embate entre vilão e heroína precisamos ficar empolgados, acreditar que a vida do protagonista corre sério risco e isso não aconteceu. Embora a Supergirl tenha sofrido um bocado em alguns momentos, não ficamos apreensivos em nenhum, pois sabíamos que não teria graves consequências. Não chegou a enfrentar ninguém forte como ela (talvez o Red Tornado) e todos os erros foram em decorrência mais da sua insegurança do que falta de poderes em si. Sabemos que ela é mais forte até do que o próprio primo que foi tão mencionado nessa temporada para no fim, ter uma participação tão pequena e que nem precisaria ter ocorrido.

supergirls2

Somente quando é passado o período de provação e Kara se firma como heroína e é reconhecida por todos em National City que nós como espectadores fazemos o mesmo. Demorou para que o seriado encontrasse seu ritmo e espaço sendo mais destinado aos jovens e crianças do que aos adultos, o público comum de outras séries do gênero. Antes tarde do que nunca certo?

Supergirl teve uma temporada de tropeços, alguns tombos, porém conseguiu se erguer e garantir um lugar mesmo na reta final. E tudo graças ao desempenho de Melissa Benoist.

Destaque para os episódios: 1×12 “Bizarro”, 1×13 “For The Girl Who Has Everything”, 1×16 “Falling” e 1×18 “Worlds Finest”.

legendagrades1