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Os 8 títulos de HQ mais relevantes de 2017!

Os 8 títulos de HQ mais relevantes de 2017!

Não sou muito de acompanhar lançamentos. Às vezes posso até adquirir o quadrinho no momento de sua estreia, mas vou realmente lê-lo meses ou anos depois. A pilha sempre cresce, e isso é um fato.

Alguns ficam por muito tempo nela. Sendo que outros que vieram depois são passados para a frente da pilha. Acredito muito no momento certo. Quando for a hora, você vai pegar aquele livro nas mãos e vai pensar: “de hoje não passa”. Às vezes a vibe não está batendo com a temática da história, e você acaba perdendo uma oportunidade única. Ou isso justamente te surpreende e te dá um tapa na cara.

Aqui vai uma pequena lista de quadrinhos que eu li em 2017. Não é uma lista de melhores do ano ou de grandes obras que todo mundo precisa ler. Apenas quadrinhos que foram relevantes de alguma forma para mim como leitor. E como alguém que tem a pretensão de também ser um autor.

Existe nos quadrinhos rixa de pessoas que leem super-heróis, nacionais, autobiográficos, que ficam com uma rivalidade sem nexo nenhum. Histórias em quadrinhos são boas, se forem bem feitas, ou se algo nela fizer você se identificar com a trama. Não é o estilo ou gênero que define se algo é bom ou ruim. Parem de frescura e leiam mais.

Eis as minhas indicações dos quadrinhos mais relevantes de 2017!

Quadrinhos A2

Talvez o único quadrinho de humor dessa lista. Os autores Paulo Crumbim e Cris Eiko, contam as trapalhadas autobiográficas de seus dia-a-dia como quadrinistas. São situações de te fazer chorar de rir, por mais sutis que sejam. São 5 volumes, sendo que eles não têm ordem de leitura. Historias fechadinhas e sempre maravilhosas.

O lançamento do sexto volume já foi anunciado para 2018.

Editora Nacional, Independente.

YE

Sempre paquerava as artes do Guilherme Petreca por aí. Sempre de encher os olhos. Os detalhes, o traço, a forma lúdica de seus personagens, a maestria de utilizar um estilo “fofo” e mesmo a assim conseguir flutuar pelas mais diversas sensações e sentimentos, que chegam a um terror incomodo.

O livro conta a história de um jovem que é amaldiçoado, e precisa se aventurar pelo mundo para encontrar a bruxa que possa quebrar o tal tormento.

Editora Veneta.

O Velho Logan

Acompanhei pouca coisa das grandes editoras americanas. Porém, o que me chamou muita a atenção foi a volta do Velho Logan, com historias contidas e mais emotivas. Principalmente as paginas escritas por Jeff Lemire.

É tudo que uma revista mensal de herói (ou anti-herói) precisa ter para manter-se com os pés no chão. A série traz o personagem de um futuro alternativo, para o universo principal da editora, fazendo Logan provar que ele não é o mesmo Wolverine. Que comete os mesmos erros, porém, com o mesmo ódio e sede de vingança.

Editora Marvel

Superman Renascimento

Alguns títulos da nova fase da DC Comics me pegaram de jeito. Acompanhei pouca coisa mas me mantive firme nas revistas do Batman e do Superman. A volta aos pilares dos heróis me deixou com um gostinho de prazer saudosista do começo ao fim de cada edição.

A relação entre Lois, Clark e o filho do casal Johnathan Kent, é o que mais se destacou nessa nova leva de revistas.

Editora DC Comics

Semilunar

Camilo Solano é um cara que atualmente só serve pra te fazer sofrer (sério). A sensibilidade que esse autor tem para deixar você de boca aberta e pensando na vida por longos e longos minutos, após a leitura, vou te contar viu.

A história segue a vida de Maria, uma garota gaga, que consegue na música, uma forma de se encontrar no mundo em que a comunicação é um dos pilares mais importantes. Ainda sofro, só de lembrar…

Editora Balão Editorial, PROAC.

O Soldador Subaquático

Eis aqui o quadrinho que afirmou para mim o Jeff Lemire como um dos roteiristas mais arrebatadores da atualidade. Foi a primeira vez que li algo que também é acompanhado com os desenhos do próprio. E que desenhos. A sensibilidade do autor, ao tratar de uma trama que envolve, tempo, responsabilidade, legado, escolhas e responsabilidades. Te deixa sem ar em diversas passagens.

A história nos leva a um momento da vida de Jack, um soldador subaquático em uma plataforma de petróleo. Sua vida toma um rumo completamente diferente quando a questão da paternidade entra em seu destino. Ao mesmo tempo, em que ele também tenta restabelecer o elo perdido com o próprio pai. É de chorar.

Editora Mino.

Bulldogma

Aqui, mais do que tudo, uma aula de criação e desenvolvimento de personagem. A história com uma carga de realismo tão forte, que mesmo em situações absurdas, eu não me afastava de maneira alguma, da familiaridade que eu tinha criado com Deisy Mantovani, protagonista dessa gigantesca realidade criada por Wagner Willian.

Um anúncio em um jornal, onde um aparentemente é oferecido por um valor muito abaixo do preço normal, por ter “abduções” frequentes faz com que a protagonista que está criando sua primeira historia em quadrinho, junto com seu buldogue Lino, as diversas situações pra lá de no mínimo, interessantes.

Editora Veneta.

O Muro

Mais uma história autobiográfica na minha listinha. Essa mais por ter me surpreendido. Um incômodo foi se instalando dentro de mim pouco a pouco. A arte é maravilhosa. E é perfeitamente pareada aos fatos que Céline Fraipont quer nos contar.

Uma menina de 13 anos que precisa aprender a se virar sozinha. A mãe fugiu com um homem para outro país. O pai trabalha viajando e passa meses fora. Ao se entregar ao acaso, deixando a rotina monótona para trás, Rosie conhece o ‘punkrock’, a bebida, as intrigas que as amizades podem trazer e talvez um grande amor.

Editora Nemo

Obviamente muitas e muitas obras me marcaram esse ano. Obviamente eu vou me arrepender das que coloquei aqui ao lembrar de outras. Obviamente isso é bom, pois, nada é obvio.

Que venha 2018!