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Os principais títulos da DC Rebirth!

Os principais títulos da DC Rebirth!

Para aqueles que não sabem, de tempos em tempos as principais editoras de quadrinhos, como Marvel e DC, decidem relançar sua linha de revistas ao encerrar um ciclo (Não se trata de um reboot!). Como é o caso da DC Comics que ao finalizar a série dos Novos 52 em Maio desse ano anunciou a DC Rebirth com a intenção de restaurar o universo dos personagens mais ou menos como ocorreu em Flashpoint. Os fãs reclamaram um bocado dos Novos 52 e, honestamente, não entendi o motivo, ao menos os dois títulos que decidi acompanhar que foram Liga da Justiça e Mulher-Maravilha, tiveram arcos excelentes, além dos traços de Jim Lee e Cliff Chiang e a soma desses elementos fez com que acompanhasse pela primeira vez um título do início ao fim.

Antes de mais nada gostaria de deixar claro algumas coisas e a primeira é que nem todos os títulos listados aqui consegui ler ou mesmo tive o interesse. São poucos, mas farei um resumo rápido ainda assim, só que sem apontamentos mais críticos já que não li. A segunda coisa, que é muito importante, é que se trata do meu ponto de vista. Logo, a maneira como estou encarando essas histórias e o que tenho tirado delas como leitora.

Dito isso, é hora de aprendermos um pouco mais sobre os novos títulos a começar com o significado que Rebirth tem para a DC Comics aqui. Para Geoff Johns essa nova leva de títulos tem a ver com restaurar os clássicos da editora, voltar aos bons tempos. Tudo isso dentro de uma enorme reestruturação a qual envolveu até a apresentação de um logo novo e mais simples. Porém, ainda ligando fatos e arcos ao que aconteceu lá nos Novos 52. Vamos em frente!


REBIRTH #0

rebirth15É aqui que começa toda a saga dos demais títulos e sim, leitura obrigatória se você quiser entender o que aconteceu antes e o que vai acontecer depois. Uma edição com mais ou menos 80 páginas onde aprendemos sobre a existência de três Coringas, o retorno de Wally West que é uma figura bem importante nesse novo universo e agora teremos dois Wallys, mas explico isso quando falar de The Flash, a morte (de novo) do Superman, mas que não morreu exatamente (?) e o surgimento de um misterioso e icônico vilão através de um símbolo simples como um bottom sorridente com uma flecha vermelha. Não entendeu nada? Desculpe, mas não darei spoilers sobre o exato conteúdo desse quadrinho porque é tão emocionante que precisa ser lido.

Se ainda assim achar que ficou faltando algo leia Liga da Justiça #41 – #50 e Superman #52 para preenchimento de algumas lacunas.


THE FLASH

rebirth25Vou começar puxando sardinha para o meu herói favorito da DC Comics. Como escrevi acima, Flash e o Wally West são figuras importantes desse universo sendo que o Wally que conhecemos e aparece na edição #0 de Rebirth estava “morto”. É então que surge uma tempestade elétrica em Central City e que começa a distribuir poder para as pessoas. Isso mesmo. Alguns cidadães são atingidos e ganham as mesmas habilidades que o Flash, entre eles, o outro Wally West que vai se tornar ou não, Barry não decidiu ainda, seu novo ajudante. Voltando a tempestade, nem todas essas pessoas estão felizes por ter recebido os poderes assim, de supetão, e Barry e a Dra. Mena decidem criar um centro para ajudar os novos velocistas a controlarem seus poderes. Óbvio que nem todos poderiam ser pessoas do bem e eis que surge o vilão Godspeed que consegue roubar a velocidade das demais pessoas aniquilando-as de vez. O Flash acaba numa encruzilhada ao ter que lidar com o novo Kid Flash e também esse vilão velocista.

Veredito Final
Ponto Positivo: O roteiro escrito por Joshua Williamson, que aparentemente é um veterano da casa, está bem construído, com apontamentos interessantes dentro da psique dos personagens o que faz com que a leitura seja prazerosa para os fãs e mesmo não e novos fãs do Flash.
Ponto Negativo: A arte de Carmine Di Giandomenico não me agradou. As capas feitas por Karl Kerschl e por Dave Johnson são muito bacanas, mas a arte no interior dos quadrinhos incomoda. Não é porquê Barry é um velocista que precisa ficar tremendo constantemente e isso é visível nos traços do artista, além das falhas de anatomia onde alguns personagens possuem a exata mesma expressão, ficando cópias uns dos outros. Creio que não vá incomodar a todo mundo, mas é algo que reparo num quadrinho e, como deixei claro lá no início, algo que me faz ler ou largar uma HQ de mão.


BATMAN

rebirth10O Cavaleiro das Trevas está mais enrolado do que nunca ao descobrir que Gotham continua guardando segredos que sequer pensava, como é o caso da identidade do Coringa e o fato de serem três pessoas ao invés de uma. Além disso, vai enfrentar o vilão Calendar Man que espalhou esporos venenosos pela cidade e a adição de dois novos “ajudantes” Gotham e Gotham Girl, é não curti os nomes também, dois irmãos que ganham poderes misteriosamente e começam a lutar ao lado do Batman combatendo o crime em Gotham. Nesse meio tempo está treinando o Duke para ser o novo Robin, apesar do rapaz não querer vestir o manto. O plano do Calendar Man não é bem sucedido, mas algo de estranho começa a acontecer com Gotham e Gotham Girl, colocando Batman numa missão bem complicada.

Veredito Final
Ponto Positivo: Os veteranos Scott Snyder e Tom King estão de volta e o Morcego está ainda mais soturno do que de costume, sem mencionar todas as novidades que a dupla traz em relação à trajetória do personagem e o mundo de Gotham. Vemos um Batman muito mais mergulhado nas missões para esclarecer os problemas da cidade nessa relação conturbada que possuem por anos.
Ponto Negativo: Novamente a arte que por vezes parece fora de proporção. Parece uma coisa chata de ficar apontando, mas tem quadros que não dá para ignorar como a aparição de Gotham e Gotham Girl. Na verdade, os dois personagens não parecem ter recebido tanta dedicação do artista quanto o Batman. Oh o favoritismo.


SUPERMAN

rebirth21Cá está um título que ainda não peguei para ler pelo motivo mais simples de todos: não gosto do Superman. Sei que vai ter tem muita gente lendo isso e revirando os olhos, mas, infelizmente, não é um personagem que me desperta interesse. Sei de todo o peso que tem para o mundo dos quadrinhos, que sem ele na Action Comics nem existira super-heróis ou mesmo DC e Marvel, porém, de novo, sua essência, história, não me atrai. Com isso claro, o resumo fica mais simples. O Superman morreu. De novo. Porém, continua vivo. Confuso não é? Explicando de forma objetiva é que aquele Superman dos Novos 52 morreu e não era o “original” que havia sido sequestrado com Lois, sua esposa e Jonathan, filho deles na saga da Convergência. E, de alguma forma ele voltou para tomar “seu lugar” no mundo como herói  dentro e fora da Liga da Justiça e também como pai de família. Seu filho começa a desenvolver os mesmos poderes e a revista vai girar inicialmente em torno desse dilema entre Lois e Clark, se Jonathan deve esconder ou revelar quem é.

Veredito Final – Não tem.


MULHER-MARAVILHA

rebirth19Terminei recentemente as 52 revistas da amazona e não me arrependo. Tirando alguns poucos exemplares, toda a trama envolvendo Diana como filha de Zeus e consequentemente Deusa da Guerra foi incrível. A temática da mitologia muito me atrai. E Rebirth continua do exato ponto em que deixamos Diana, confusa pelo fato de ter descoberto sua verdadeira origem e ainda assim, não sabendo ao certo se tudo que aprendeu é verdade ou mentira. Quem seria ela agora? Rainha das Amazonas? Filha de Zeus ou nascida do barro? Deusa da Guerra ou só mais uma Amazona? A HQ é dividida em duas linhas narrativas diferentes, de passado e presente, que são separadas entre as edições pares e ímpares. As edições pares relatam o Ano Um de Diana, seu crescimento na ilha, sua educação, o primeiro contato com um homem e por consequência com a civilização americana. Já as edições ímpares narram sua busca por Themyscira, pois Diana sente-se perdida e quer voltar para casa e decide pedir ajuda a alguém com quem possui uma relação de amor e ódio: a Cheetah.

Veredito Final
Ponto Positivo: Ambas as narrativas são interessantes, mas a que remete ao Ano Um, em comemoração aos 75 anos da Amazona é mais cativante, afinal, toda história de origem acaba sendo mais atrativa. E poder comparar as duas, vendo como Diana era e como ficou depois de tantos anos convivendo com os mortais é uma experiência única. Poucas vezes os leitores tiveram esse privilégio com um personagem.
Ponto Negativo: Não consigo apontar.


AQUAMAN

rebirth8Se você acha que o Rei de Atlantis fala com os peixes como costumávamos ver no desenho animado vai ter seus sonhos destroçados pela futura Rainha Mera que narra a edição de Rebirth do herói e desmente essa façanha. Mera é a responsável por dar cor ao início da história que nos mostra os problemas enfrentados por Arthur ao ter que lidar com o seu povo e com os terrestres, que continuam desconfiados após os eventos de Throne of Atlantis no qual Aquaman despejou sua fúria de litros e litros de água salgada sob várias cidades americanas. Entretanto, ele é um novo homem e tudo piora com o ataque de Black Manta para descreditar de vez o inimigo. Sendo jogado de um lado para o outro, a vida do Aquaman está bem enrolada nesse primeiro arco.

Veredito Final
Ponto Positivo: Fui uma dessas preconceituosas com o Aquaman e queimei a língua quando vi o quão badass ele é na Liga da Justiça nos Novos 52 e aqui não está diferente. Na verdade, vemos o lado mais político e conflituoso do personagem ao não pertencer de fato nem ao mar e nem a terra, mesmo que seja o Rei de Atlantis e representante na terra.
Ponto Negativo: São três artistas encarregados da arte e o traço do Phillippe Briones me incomoda um pouco, pois destoa do que é apresentado por Bradley Walker, Andrew Hennessy e Joshua Middleton (arte lateral).


ARQUEIRO VERDE

rebirth30Outro injustiçado que bateu recorde com o lançamento do quadrinho vendendo mais de 90 mil cópias, um feito raro entre os títulos de quadrinhos mensais. Oliver Queen volta às origens do seu romance com Dinah Lance e precisa enfrentar a rebeldia da sua meia-irmã Emiko fruto do relacionamento de seu pai com a Shado. Oliver treina a menina, mas, assim como ele, tem tendência a impulsividade e acaba caindo de para-quedas no meio de uma sociedade secreta chamada de Nono Círculo, que encomendou a morte de Oliver Queen e fez com que perdesse toda a sua fortuna e indústrias Queen. O Arqueiro vai precisar não apenas salvar sua empresa e reputação, como a própria vida e a da irmã.

Veredito Final
Ponto Positivo: Não é exatamente uma história de origem, porém, é quase como se fosse, em especial pelo retorno do grande casal Arqueiro e Canário. A química entre os dois é sensacional e acompanhar o nascimento desse amor e parceria quadro a quadro com o auxílio de um traço requintado e cores suaves de Otto Schmidt deixa tudo melhor. Esse quadrinho possui um dos três melhores traços e cores entre os títulos lançados.
Ponto Negativo: A ilha. Uma ilha. Qualquer ilha. Fora isso, nada.


LANTERNA VERDE

rebirth6Aqui está outro título que não estou acompanhando por motivos de falta de interesse mesmo. Conheço pouco ou quase nada sobre os Lanternas e apenas conheço a personagem da Jessica porque estava acompanhando Liga da Justiça nos Novos 52 e vi o desenrolar da situação. Além dela tem também o Simon Baz e agora a Terra possui 2 Lanternas protegendo-a. No quadrinho os dois vão trabalhar juntos para enfrentar as ameaças deixadas pelos Lanternas Vermelhas enquanto batalham para trabalhar juntos possuindo histórias de vida muito diferentes. A arte da revista fica por conta do artista brasileiro Robson Rocha e deve atrair novos leitores justamente por isso, a fim de prestigiar o trabalho de um dos nossos.

Veredito Final – Não tem.


LIGA DA JUSTIÇA

rebirth31Minha primeira memória sobre qualquer coisa relacionada à Liga da Justiça é o desenho dos Super Amigos e logo depois a própria animação da Liga. Naquela época nada sabia sobre quadrinhos (não que hoje em dia seja especialista) e mal podia imaginar o tamanho da história que cada um daqueles heróis possuía nas costas. Os eventos do Rebirth e #1 seguem logo após o ocorrido nos Novos 52 só que os heróis vão enfrentar uma ameaça que nasceu do centro da Terra. Entidades com poderes cósmicos praticamente brotam do chão e começam a sugar habitantes das cidades numa espécie de arrebatamento. Os heróis não são páreo para essa batalha e precisam encontram outros meios de descobrir qual o propósito desses seres e mesmo como derrotá-los. Dentro do primeiro arco, que já se encerrou, a união entre eles é o fator principal para que essa luta dê certo. Quase aquele mantra do Capitão Planeta lembra? “Pela união dos seus poderes…” com a diferença que aqui essa junção serviu para torna-los mais forte, até porque, parecia que cada um desse seres estava mesmo destinado a um herói em específico.

Veredito Final
Ponto Positivo: Acompanhar qualquer história envolvendo a Liga da Justiça vale a pena. Ver o entrosamento entre eles, o delinear das diferentes personalidades, como cada um funciona e auxilia o próximo, a forma como as afinidades aparecem mais para com um do que com o outro e até mesmo o fato de que o Batman decidiu levar o Robin para um dia de treino entre eles torna o título especial.
Ponto Negativo: As ramificações. Uma coisa que considero ruim em quadrinhos com periodicidade no geral, mas compreendo os motivos para tal, são as ligações entre as histórias de outros títulos que quase me obriga a ler outra coisa para saber o desfecho da história ou entender um determinado momento que foi citado e aparece na legenda algo como “Veja em Superman #3”. Acho que desde o momento que é um título separado, não há a necessidade constante de conectar todos os eventos relacionados aos personagens. Um ou outro ainda vai. Porém, tais referências existem em quase todas as edições e, apesar de entender, me incomoda essa ‘obrigação’ imposta de as vezes ter que ler todos os títulos para concluir uma história.


TRINITY

rebirth29Ninguém mexe com a tríplice aliança. Por mais que existam diversos grupos de heróis conhecidos, creio que nenhum supera Batman, Mulher-Maravilha e Superman. O trio tem estado junto desde a década de 40, mais precisamente 1947 quando apareceram juntos em uma revista pela primeira vez, desde então esse trio tem dado o que falar. Não vou citar brigas e romances porque seria clichê demais e todos sabem os percalços pelos quais passaram. Nesse novo título, Diana convence Bruce a ir num jantar na casa dos Kent a fim de estreitar laços com esse novo Superman e a sua família. Logo de cara são recebidos com um ataque do pequeno John que através de sua visão de raio-x percebe que os convidados estão armados. A confusão logo é esclarecida e o jantar corre muito bem, até que Clark decide levá-los num passeio pela propriedade, para explicar sua história e os três são atraídos por vozes misteriosas vindas do celeiro. Um antigo inimigo está a espreita.

Veredito Final
Ponto Positivo: Vale dizer que tudo? Por enquanto só saíram duas edições que mostraram-se impecáveis, tanto no quesito roteiro quanto na arte que ficou a cargo do talentoso e lendário artista da DC Comics Francis Manapul. Dá gosto ler e apreciar os detalhes em cada página e notar as diferenças nas construções dos personagens em seus títulos solos. Não me refiro a essência, e sim como cada artista visiona aquele personagem. Desconhecia o nome do Manapul, mas assim como Cliff Chiang ficou marcado para mim, ele também vai ficar. Esse quadrinho possui um dos três melhores traços e cores entre os títulos lançados.
Ponto Negativo: Até o momento, nenhum.


SUPERGIRL

rebirth18O quê? Lendo Supergirl? É sério? Não vejo porque não. Ainda que não tenha simpatia com o seu primo, admito que o seriado me fez enxergar a família deles sob uma outra perspectiva. O quadrinho está seguindo mais ou menos o mesmo formato da série que agora pertence ao canal CW só que com algumas diferenças. A revista começa com Kara sem os poderes e sendo despachada para o Sol dentro de um pod a fim de recuperá-los numa tentativa bem arriscada. Vive com seus pais adotivos que são membros ativos do D.E.O, a organização que lida com os aliens em National City e não tem irmã alguma. Na verdade, a diretora da DEO acredita que os ensinamentos passados pelos Kryptonianos é bastante tóxica. O pai de Kara sobreviveu e de alguma maneira está reconstruindo o planeta e óbvio que a garota quer ir até lá conferir com seus próprios olhos. E ele se torna nada mais nada menos do que o Cyborg Superman, transformando todos os habitantes de Kripton em robôs que atendem as suas ordens.

Veredito Final
Ponto Positivo: Uma excelente opção se quer introduzir o mundo dos quadrinhos para alguma criança. O roteiro aborda o fato de que Kara ressente por precisar de constante vigilância enquanto o Superman voa livre e dono do próprio nariz. Talvez isso seja porque ela tem os pais e ele não. Pontos interessantes e que são fáceis e assimilar para qualquer idade.
Ponto Negativo: Os artistas precisam decidir se a Kara que imaginam é uma adolescente ou uma mulher adulta. Nesse caso está quase igual aquela música da Britney Spears “I’m Not a Girl Not Yet a Woman”. Decidam-se.


BATGIRL

rebirth32Depois do fracasso, ao menos considero assim, da sua participação na animação de A Piada Mortal, Barbara estava precisando de algo melhor para representá-la e esse quadrinho está lhe fazendo jus. Barbara resolver tirar férias para tentar descobrir quem é e viaja para a Ásia procurando por uma lendária ninja que possa lhe ensinar alguns truques. No meio do caminho encontra com Kai, um antigo conhecido e que está metido numa grande enrascada. À media que tenta encontrar sua mestra, Barbara vai tentar livrar o amigo do perigo iminente e descobrir quem está por trás de uma fórmula misteriosa que promete ajudar os estudantes a passarem nos mais concorridos exames do Japão.

Veredito Final
Ponto Positivo: É uma aventura e como tal provém uma leitura despretensiosa. Barbara/Batgirl é uma personagem deveras interessante e complexa, além de possuir uma gama de habilidades que poucas pessoas conhecem. O quadrinho que está sendo desenhado pelo brasileiro Rafael Albuquerque –  o mesmo que se envolveu na famigerada polêmica em relação a capa da reedição de A Piada Mortal – lembra um pouco estilo de pop arte, bem moderno e com cores vibrantes e que combinam com a natureza da personagem.
Ponto Negativo: As vendas não estão indo como o esperado e corre risco de ser cancelada pela DC Comics. Espero que não aconteça.


BATGIRL AND THE BIRDS OF PREY

rebirth11E com a volta de Batgirl e da Canário Negro era meio lógico que houvesse também o retorno de Birds of Prey que ironicamente está vendendo mais do que as revistas solo da Barbara. Deixando os números de lado, nesse título Barbara pede a ajuda da Canário para tentar descobrir quem está usando o nome de Oráculo e vendendo informações aos criminosos. Durante a caçada elas cruzam com a Huntress e não é um primeiro encontro muito amigável. Batgirl explica o que elas estão fazendo ali, porém Huntress não dá importância. Ela só pensa em capturar e matar o mesmo homem que as meninas precisam interrogar sobre a nova Oráculo. Relutante acaba se unindo a Batgirl e Canário, porém o trio não dura tanto devido as divergências de como lidar com os inimigos. E parece que vai ser algo recorrente no título.

Veredito Final
Ponto Positivo: O conjunto da obra. É preciso levar em consideração que estamos lidando com três personagens bem distintas. A Batgirl possui sua própria revista, ali é possível compreender melhor a essência da personagem, entretanto, o mesmo não ocorre para Dinah e Huntress. Embora a Canário apareça nas revistas do Arqueiro, trata-se de uma outra construção da personagem, arrisco a dizer até que exista uma diferença de idade aqui dado ao tratamento que ambas possuem nas revistas. E a Huntress só existe nesse único título no momento. Dadas as devidas explicações, as roteiristas Julie Benson e Shawna Benson, conseguem dividir bem os espaços entre heroínas e ligá-los a trama principal. Esse quadrinho possui um dos três melhores traços e cores entre os títulos lançados.
Ponto Negativo: Poderia ser quinzenal. Infelizmente, sai uma edição por mês.


TITANS

rebirth26Lembram que falei lá em cima do retorno de um importante personagem? Pois é. Graças aos esforços do vilão Kadabra, Wally West foi dizimado da linha do tempo como os heróis conhecem, mas consegue retornar graças a ajuda do Flash. Dessa forma decide alertar seus amigos que também haviam esquecido dele e juntos tem um encontro emocionante com Nightwing, Arsenal, Dona Troy, Omen e Tempest. Todavia, Kadabra não vai deixar que o retorno de Wally saia barato e decide atacar justamente onde dói mais: o coração, logo, vai atrás de Linda Park. Somado a isso decide trazer versões mais novas dos Titans para lutar contra eles mesmos e só Wally poderá anular a magia do Kadabra, mesmo que signifique que possa sumir outra vez.

Veredito Final
Ponto Positivo: Considero válida toda história de grupo e com os Titans não poderia ser de outra forma. É a primeira vez que estou tendo contato com essa formação e espero poder ver mais deles como grupo, a forma que agem perante ameaças, como trabalham juntos e a dinâmica entre eles. Ao menos os laços afetivos entre eles é bem real ou Wally continuaria sendo apenas um estranho para eles.
Ponto Negativo: O primeiro arco. Como afirmei lá em cima, Flash é o meu herói favorito da DC Comics e tenho fraco por velocistas. Kid Flash não fica atrás. Contudo, esse Wally West também é um Flash que não consegue me cativar tanto. Creio que esse primeiro arco girando apenas em torno dele e dessa espécie de restauração de memórias e acontecimentos na linha do tempo está meio monótona demais e exagerada. Digo isso porque são tantos heróis, mais os vilões e toda a ação força de aceleração em volta, com cenários cheios de detalhes e transeuntes. Sei que todos querem ver cenas de ação e muita coisa acontecendo nas páginas dos quadrinhos, nesse caso aqui, menos seria muito mais.


TEEN TITANS

rebirth22O último da lista, mas não menos importante. Desde que Dick cresceu e se juntou aos Titans, os membros do Teen Titans seguiram novos rumos, cada qual levando sua vida. De repente começam a ser caçados e capturados sem nem mesmo conseguir ver quem é o inimigo. Quando acordam, lado a lado, descobrem que foram reunidos pelo novo Robin, o mimado Damian Wayne. A única razão do garoto ter feito isso foi porque tinha somente duas escolhas a sua frente: voltar para a Liga dos Assassinos e atender a um chamado do seu avô ou liderar os Teen Titans e enfrentar a fúria de Ra’s Al Ghul. O que você acham que Robin escolheu? A tarefa agora é tentar convencer aos demais membros que essa foi uma boa opção e que podem confiar nele. Um fruto não cai muito longe da árvore e assim como seu pai, Damian não é bom em se abrir com as pessoas.

Veredito Final
Ponto Positivo: Os Teen Titans possuem um apelo legal e com o Ra’s Al Ghul como vilão pode ser que a trama seja bem desenvolvida, tendo saído apenas duas edições é complicado afirmar mais do que isso.
Ponto Negativo: O Robin. Não consigo engolir esse garoto, em qualquer mídia continuo tendo a mesma opinião sobre ele, espero que mude ao ler esse título.


E termina aqui a lista com 15 títulos os quais considero os principais da nova leva da DC Rebirth. Há ainda outros não explorados como All Star Batman, Nightwing, Superwoman, Hal Jordan e a Tropa dos Lanternas Verdes, Esquadrão Suicida, Cyborg por hora, ficarei com esses.

fonte parcial: screenrant.com/dccomics.com e newsrama.com