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“Parque do Inferno” – O que é real no Halloween?

“Parque do Inferno” – O que é real no Halloween?

O Halloween é uma das datas favoritas dos americanos. Não é à toa que parques de diversão temáticos com labirintos se espalham pelo país, garantindo uma noite assombrosa.

Quando Natalie (Amy Forsyth) decide tirar uma folga da universidade e visitar sua velha amiga Brooke (Reign Edwards), só estava em busca de um final de semana tranquilo entre amigas. Mas além de descobrir que a nova colega de quarto de Brooke é Taylor (Bex Taylor-Klaus), uma garota com quem não se dava muito bem, Brooke insiste que visitem o Parque do Inferno, afinal, é Halloween.

Junto com Asher (Matt Mercurio), Quinn (Christian Madsen) e Gavin (Roby Attal),  por quem Natalie tem grande interesse, se preparam para uma visita ao parque. Mesmo com o medo de uma anos antes uma garota ter sido morta num parque temático.

O grupo ignora todos os possíveis sinais, acreditando que o assassino é só mais um ator do parque, será que eles tem alguma chance contra um mascarado com sede de matar?

Um grupo de amigos reunidos, um parque e um assassino mascarado.

A fórmula básica dos slasher movies retorna com tudo.

Se você gosta de filmes de terror como Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado e a franquia Pânico esta vivendo numa ótima temporada. Primeiro com o lançamento de Halloween – que comemora os 40 anos da franquia de John Carpenter – e agora com Parque do Inferno que revive um gênero que parecia estava sendo esquecido e perdendo espaço para possessões e freiras.

Não posso dizer que um assassino mascarado no Halloween não seja clichê. Toda a franquia Halloween e diversos outros filmes de terror se aproveitam da data. Mas gostei do fato de abordarem o cenário dos parques temáticos. Em 2017 tive o prazer de participar do Halloween Nights da Universal e me deparei com um desses labirintos iguais ao do filme. Na certa se tivesse algum cadáver ali dentro, não iria nem reparar. E é isso que o Parque do Inferno nos entrega. Afinal, quando se está cercados de monstros num evento de Halloween, com vários mascarados e fantasiados ao redor, dá mesmo para levar a sério?

O roteiro acerta no alvo!

Outro ponto interessante é que apesar de habitar dentro dos estereótipos comuns de filmes slasher, os personagens se mostraram menos burros do que o comum. Há uma lógica por trás das ações, mas é claro que não é regra, senão acabaria não tendo nem história.

Nos acostumamos tanto à alguns clichês do terror, que é bom se preparar para se surpreender em alguns momentos.

Também é bom avisar que Parque do Inferno, além de bem escuro para dar mais ambientação, não é um filme de sustos gratuitos. As mortes são bem ilustradas. Nada de afastar a câmera e não mostrar de forma mais gráfica. Aparece sim e ao ponto de causar aflição. Sangue não foi poupado na hora de fazer esse filme.

Parque do Inferno não supera os grandes clássicos, mas também não fica perto dos piores filmes do gênero. É uma ótima opção para assistir com os amigos e se divertir… Se não tiver o estomago fraco.

Ficha Técnica:
Direção: Gregory Plotkin
Roteiro: Seth M. Sherwood, Blair Butler, William Penick, Christopher Sey, Akela Cooper
Elenco: Amy Forsyth, Bex Taylor-Klaus, Elle Graham, Christian Madsen, Courtney Dietz, Matt Mercurio, Michael Tourek, Reign Edwards, Roby Attal, Tony Todd
Duração: 1h29min
Estreia: 22 de novembro