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Pontos importantes sobre a série brasileira “3%”

Pontos importantes sobre a série brasileira “3%”

A estréia no Brasil – e para mais 190 países – do mais novo seriado de ficção científica distópica, não poderia estar em melhor mãos. É na Netflix que 3% hoje, dia 25 de novembro mostra uma nova visão que acredito só nós, brasileiros, poderíamos dar para esse universo.

Claro que a realidade de parte desse mundo nós já estamos cansados de ver no nosso cotidiano: enquanto de um lado existe riqueza e fartura; do outro temos pobreza e escassez. Mas e se tudo fosse mais extremo do que é hoje? E, se aos 20 anos você tivesse apenas uma única chance de sair da pobreza e, através de um complicado processo de seleção, morar em Mar Alto, tornando-se assim parte desses 3% da população privilegiada? É lógico que tudo na vida tem uma condição: você deve abandonar todos os que ama, afinal quem vai para o paraíso não volta mais à sua antiga casa.

A convite da Netflix, o Media Geek foi conversar com os atores e criador da série e trouxe algumas curiosidades e motivos pelos quais vocês não devem perder essa estréia.

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O criador da série, Pedro Aguilera. Foto de Pedro Saad/Netflix

– A série é um projeto antigo de faculdade do criador, Pedro Aguilera, que se baseou em clássicos como Admirável Mundo Novo e 1984 para escrever o roteiro que deu origem à 3%. Entretanto, Pedro deixou claro que a série será a visão brasileira e de um futuro talvez não tão distante quanto de suas inspirações e muito menos cinza.

– Outra grande diferença é a diversidade do elenco, que representa muito bem esse nosso enorme Brasil cheio de culturas, sotaques e belezas diferentes. Ao contrário do que normalmente se espera, é uma mulher negra a personagem mais importante da série.

–  A atriz Bianca Comparato, quando perguntada sobre conhecer as distopias clássicas e o que achava da adaptação para o Brasil respondeu: “O Brasil já é uma grande distopia. Eu costumo brincar que não é preciso inventar muito”.

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A atriz Bianca Comparato. Foto por Pedro Saad/Netflix

– Aliás Bianca e Michel Gomes comentaram sobre uma situação que passaram enquanto estavam no meio dos 97%. Eles contaram que estavam caracterizados e vestidos de modo sujo, e próximo havia um grupo de pessoas dormindo na rua. Os dois disseram que naquele momento eles perceberam o quanto as pessoas que passavam por eles olhavam para os dois da mesma maneira que olhavam para o grupo do outro lado da rua. Naquele momento, eles perceberam que ninguém está livre de sofrer preconceito de nenhum tipo, em nenhum momento.

– Viviane Porto falou da importância que é levar esses símbolos e linguagem já conhecidos no universo da distopia para 190 países. E o quanto é fundamental fazer isso através de uma série brasileira que trata da nossa realidade, afinal, nós vivemos uma grande desigualdade aqui que talvez outros países ou pessoas não consigam imaginar.

– No seu discurso de encerramento, Viviane disse que era impossível que ninguém nunca tivesse se sentido deslocado ou não pertencente a um lugar na vida. 3%, de uma certa forma, trazia essa mensagem para ela.

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Foto por Pedro Saad/Netflix

– Quando perguntados sobre qual seria o “paraíso”, ou melhor, se eles iriam para Mar Alto e como seria o Mar Alto de cada um, todos os atores escolheram, de forma e motivos diferentes, que não idealizariam um local. Entretanto, todos gostariam de que nosso Brasil fosse menos violento e menos desigual.

E aí? Prontos para ver os 8 episódios de 3% e nos contar o que achou? Termino com uma frase que vi pichada em algum muro de algum lugar da série e que estou louca para descobrir mais. “A causa todos merecem” .

Crédito das fotos: Pedro Saad/Netflix