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Premiere: “Conviction” a nova aposta na tv de Hayley Atwell

Premiere: “Conviction” a nova aposta na tv de Hayley Atwell

Desde que Marvel Agent Carter foi cancelada os fãs ficaram a ver navios. A atriz Hayley Atwell tinha se tornado a queridinha desde seu papel nos filmes do Capitão América e ninguém queria se despedir dela. Felizmente a ABC tirou-a de um show e colocou-a em outro, também como protagonista. Só que Conviction é situada nos tempos atuais e não lá em mil novecentos e bolinha.

A série lembra um pouco os moldes da extinta Cold Case, só que aqui os casos são recentes e por algum motivo precisam ser revistos. Hayley é Hayes, uma figura bastante conhecida do público, pois seu pai já foi um dos Presidentes do Estados Unidos e ela sempre se envolveu em escândalos, daqueles típicos de menina baladeira. A encontramos numa cela com uma proposta que lhe dará a liberdade, mas que ela quer muito recusar, chefiar uma equipe numa unidade especializada em rever casos antigos e descobrir se tiveram o destino merecido ou não. Hayes é formada em advocacia e costumava ter tato para a coisa, antes de jogar a toalha. Só que agora ela não vai ter opção, pois é o trabalho ou a cadeia. Decidida a não se vender para o sistema, ou seja, sua mãe que está se candidatando ao Senado, ela vai fazer de tudo para virar o jogo e derrubar os peixes grandes, mesmo os da família.

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Conviction é bem parecida com outras séries do gênero, que misturam investigação com inúmeros suspeitos e drama. Entretanto, ao invés do foco ser a investigação, como acontece na maioria, ele paira sob a cabeça da personagem Hayes e em como ela vai conduzir a equipe, tendo em vista que ela pode ter tino para a coisa, mas seu desinteresse é nítido. Quase que um jogo de psicologia reversa. Hayes deixa claro sua posição, para que larguem do seu pé, enquanto delega tarefas à equipe a fim de que sem ela eles consigam resolver o caso. Mas é óbvio que nem todos estão felizes em apenas acatar ordens, como Sam (Shaw Ashmore) que pensou que ele seria o escolhido a chefiar a unidade e não mais um dos empregados.

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Há um jogo claro político em Conviction, mas que não foi tão bem desenvolvido em apenas dois episódios lançados. Sabemos que a relação falsamente amistosa entre Hayes e Conner Wallace (Eddie Cahill) vai desabar a qualquer instante, ainda que os dois consigam fingir bem. Em relação a equipe, não somos devidamente apresentados a eles mesmo com as descrições bem precisas de Hayes, só podemos esperar que ganhem mais destaque daqui para frente e que algo do passado ou presente deles venha à tona para complicar mais a situação.

Conviction precisa de pelo menos mais alguns episódios para mostrar a que veio, já que há lacunas não preenchidas e outras que podem mudar a qualquer instante. Promete deixar o espectador curioso com a atuação marcante de Atwell e esses segredos não revelados. Todavia, talvez só os fãs realmente se interessem em acompanha-la.