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Primeiras Impressões: “Prey” causa impacto logo no início do jogo!

Primeiras Impressões: “Prey” causa impacto logo no início do jogo!

Poucos jogos conseguem te engajar completamente na história logo de primeira, e Prey com certeza é um deles. Foi lançado para as plataformas Playstation 4 e Xbox One no dia 25 de Abril uma demo que permite ao jogador experimentar a primeira hora do jogo e nesse texto contarei as minhas impressões.

UM LONGO CAMINHO ATÉ AQUI

Prey (2017) é um jogo que teve o desenvolvimento bem conturbado, o primeiro foi desenvolvido pela Human Head Studios a pedido da 3D Realms e lançado em 2006. Esse jogo trazia um personagem chamado Tommy de origem Cherokee, algo pouco comum na época e até nos dias de hoje; Tommy se viu em meio a uma invasão alienígena quando ele, sua namorada e seu avô são abduzidos. Para escapar da nave e resgatar sua família, Tommy utiliza uma variedade de armas, equipamentos e poderes sobrenaturais concedidos por sua descendência indígena para lutar contra os aliens. O jogo foi recebido com boas críticas e teve uma sequência anunciada na E3 de 2011 pela Bethesda que adquiriu os direitos do jogo.

Prey lançado em 2006.

A sequência apresentaria um novo personagem, um caçador de recompensas e o jogo seguiria o formato de mundo aberto diferente de seu antecessor que era linear. Os fãs ficaram empolgados com o trailer mostrado na E3 e tudo parecia correr bem com o desenvolvimento, até que as notícias ficaram cada vez mais escassas e rumores de problemas na produção do jogo eram constantes.
Em 2014 a Bethesda anunciou oficialmente que Prey 2 havia sido cancelado por não atender as expectativas da empresa e que eles ainda estavam comprometidos com a franquia, mas que a Human Head Studios estaria fora do desenvolvimento.

Prey 2 cancelado em 2014.

UM NOVO COMEÇO

Eis então que surge a Arkane Studios que havia lançado a pouco tempo o jogo Dishonored e estava trabalhando em sua sequência, Dishonored 2. O estúdio foi apontado pela Bethesda para encabeçar o projeto desse novo jogo, que abandonou tudo que já havia sido feito pelos antigos desenvolvedores e começou do zero, mantendo apenas o nome e a premissa de um personagem lutando contra alienígenas.

Assim nasceu Prey (2017), que coloca o jogador no comando de Morgan Yu, onde sua missão é explorar a estação espacial Talos I e combater a ameaça alienígena que agora a tomou por completo.

Logo de cara o jogo me surpreendeu de forma positiva ao permitir que pudesse escolher o sexo do personagem, isso é algo que poucos jogos oferecem hoje em dia. Após essa escolha, seguimos para um pequeno tutorial onde Morgan é guiado por seu irmão Alex Yu, para realizar uma série de testes em laboratório e se preparar para a viagem até a estação espacial. E é ai que as coisas começam a ficar interessantes, primeiro em questão de gameplay, pois o tutorial é integrado a narrativa, o que sempre é bem vindo visto que tutoriais são sempre a parte mais maçante de um jogo, e segundo pelo desenrolar da trama. Fazia tempo que a história de um jogo me deixava tão intrigado para saber o que realmente está acontecendo.

EXPLORE TALOS I

Prey segue um estilo de jogo que ficou famoso com Super Metroid e Castlevania, apelidado carinhosamente pelos fãs de metroidvania, o que significa que o jogador é livre para explorar o mapa do jogo, nesse caso a estação Talos I e deve encontrar novos equipamentos e habilidades especiais para acessar áreas desconhecidas no mapa.

O gameplay parece uma mescla de Bioshock e Dishonored, onde as habilidades especiais do jogador são o foco, permitindo que ele acesse lugares antes bloqueados, conserte equipamentos e defesas instaladas pela estação, além de hackear computadores para conseguir mais informações sobre o que está acontecendo. Porém, assim como os dois títulos mencionados, Prey também sofre quando o assunto são as armas, pois apesar de haver uma certa variedade entre elas, a jogabilidade não é lá das melhores. O controle das armas não é muito preciso, e o fato de só ser possível atirar do quadril, não ajuda muito quando se esta enfrentando inimigos rápidos, é claro que utilizando um mouse e teclado isso deve ser totalmente diferente, mas neste caso joguei a versão de PS4 utilizando um controle.

E por falar em inimigos, estes são outra grata surpresa no jogo. Os alienígenas denominados The Typhon é uma espécie que foi encontrada pelos humanos e utilizada para extrair suas propriedades naturais e criar as habilidade que o jogador utiliza. Durante a demo é possível encontrar dois tipos, os Mímicos e os Fantasmas. Os Fantasmas são criaturas feitas de uma substancia que aparenta ser uma fumaça negra, e possuem forma humanoide, eles podem desaparecer e reaparecer a qualquer momento e tem alta resistência a armas de fogo.

Agora, as estrelas sem dúvida são os Mímicos, criaturas que aparentam ser aracnídeos de quatro patas e formados pela mesma substancia dos Fantasmas, mas o grande trunfo deles é a habilidade de se transformarem em qualquer objeto do cenário, ou seja, você pode estar tranquilo em uma sala e de repente uma das cadeiras se transforma em um monstro e te ataca sem perdão. Isso cria um clima de tensão sensacional pois a cada área nova que o jogador entra o perigo pode estar a espera nos lugares mais inusitados.

Resumindo, apesar da jogabilidade das armas deixarem a desejar e os gráficos que estão um pouco datados, Prey parece ser mais um jogo muito interessante vindo da Arkane Studios, que mais uma vez traz ao jogador liberdade de escolha e uma trama extremamente interessante que deve render boas horas de diversão.

Prey será lançado no dia 5 de maio no Brasil, com legendas e dublagem em PT-BR para as plataformas Playstation 4, Xbox One e PC, o preço sugerido é de R$229,90.