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Recap: “American Gods” – The Bone Orchard (1×01)

Recap: “American Gods” – The Bone Orchard (1×01)

Tenho o costume de ler algumas obras as quais séries e/ou filmes se baseiam e com American Gods não seria diferente. Entretanto, minha experiência com o livro não está sendo das melhores e esperava que mudasse com a série.

Nesse primeiro capítulo conhecemos o personagem principal vivido pelo ator Ricky Whittle que teve sua estréia na série The 100. Aqui ele é Shadow Moon, um ex-presidiário que é liberado três dias antes do prazo de soltura para comparecer ao funeral de ninguém menos que a sua jovem esposa (Emily Browning). No caminho, por conta de problemas na companhia área, só consegue passagem para o dia seguinte e acaba tendo upgrade ao ser movido da classe econômica para a primeira classe onde conhece uma estranha figura (Ian McShane) que parece saber tudo da sua vida.

O senhor que se apresenta como Quarta-feira lhe oferece emprego, o qual Shadow recusa e pensa ter se livrado das perturbações do cidadão. Infelizmente, acaba cruzando com ele novamente e após descobrir que a pessoa que lhe daria emprego também está morta, decide aceitar a oferta sem ao menos saber no que está se metendo. Ao fazer isso se vê obrigado a lutar contra Mad Sweeney (Pablo Schreiber) que se denomina um leprechaun, não ganha, mas cai nas graças do seu empregador que o leva direta a cidade para atender ao funeral da esposa. Enquanto está voltando a pé para o motel no qual está hospedado junto com Quarta-feira encontra um estranho objeto luminoso no chão que se agarra ao rosto de Shadow transportando-o imediatamente para dentro de um carro com um garoto estranho que lhe enche de perguntas as quais não gosta das resposta que recebe e assim sentencia Shadow à morte. Quando está ali, em meio aquela relva apanhando bastante, seus algozes são estraçalhados um a um por uma figura misteriosa que promove um verdadeiro banho de sangue.

O primeiro episódio intitulado The Bone Orchard apresentou um verdadeiro picote das 50 páginas inicias do livro modificando a ordem de alguns eventos, o que não seria de todo ruim se houvesse uma ordem para entender esses eventos, o que não existe.

Assim como Shadow o espectador não faz ideia alguma do que acabou de assistir a não ser identificar uma briga, o fato de que o personagem principal foi sequestrado e sua esposa o estava traindo com seu dito melhor amigo. Fora isso, tudo não passa de um grande ponto de interrogação tal qual o livro. Mesmo que o primeiro episódio queira deixar os espectadores intrigados e curiosos a ponto de continuar assistindo, ao menos algumas respostas deveriam existir a fim de não deixar-nos a ver navios. Como foi com o início da série que no livro é uma história narrada por Quarta-feira que é na verdade Odin, sim, o próprio pai do Thor. Mad Sweeney é mesmo um leprechaun; Bilquis (Yetide Badaki) é conhecida como Rainha de Sabá, logo, é a deusa da fertilidade; O garoto de cabelo estranho no carro seria a representação da internet nos dias de hoje, o Technical Boy (Bruce Langley), mandão e ameaçador; E o responsável por destroçar todos os algozes do Shadow foi a esposa morta dele. É, isso mesmo.

Mas, sobre o que exatamente vai ser essa série?

Bem, nem o livro tem uma sinopse bem detalhada. Existe uma tal tempestade que está a caminho e Quarta-feira contrata Shadow para ajudá-lo a recrutar os antigos deuses, de diversas religiões, a fim de lutarem contra os novos deuses, como o Technical Boy, por exemplo. É também sobre crença e sacrifício e vai ter um monte de deuses e deusas que você provavelmente nunca ouviu falar.

Portanto, desligue um pouco o senso crítico ou não vão conseguir aproveitar a série que terá apenas 8 episódios que equivalem mais ou menos a um terço do que é mostrado no livro.