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Recap: “Star Trek: Discovery” – Context is for Kings (1×03)

Recap: “Star Trek: Discovery” – Context is for Kings (1×03)

Neste terceiro episódio finalmente estamos à bordo da nave USS Discovery que leva o nome da série. Passaram-se seis meses desde o ocorrido na USS Shenzhou e Michael não sabe bem onde foi parar.

O episódio começa com a personagem principal em uma pequena nave sendo transportada para outra prisão. Acontece que a mesma é atacada por estranhos insetos que se alimentam de energia e perigando ficar à deriva no espaço ou morrer sem oxigênio, são resgatados pela USS Discovery.

Lá descobre que o salvamento não foi por acaso e que o misterioso Capitão Gabriel Lorcas (Jason Isaacs), pode ter outras intenções. Ao passo que anda pela USS Discovery, Michael reencontra antigos membros da sua equipe como Keyla e até mesmo Saru (Doug Jones). Que agora ocupa o seu antigo post de Primeiro Oficial.

Óbvio que tudo o que aconteceu na Shenzhou é de conhecimento geral e os olhares para Michael são atravessados e curiosos. Ela tenta passar despercebida, mas isso é em vão. Resta apenas cumprir com as ordens que recebeu, mas sem explicações a respeito. Muito curiosa, vai investigar por conta própria o que está a bordo da nave. Só que acaba com mais dúvidas ao invés de respostas. É quando recebem o aviso de que a USS Glenn com quem dividiam uma pesquisa tinha sido atacada. Michael é designada para fazer parte da equipe de resgate e o que descobrem lá, lhe deixa bem intrigada sobre as reais intenções do Capitão Lorca.

Context is for Kings se apresentou de forma misteriosa e envolto em momentos de tensão. Como vai se tratar de uma temporada curta (15 episódios) é preciso dosar bem esses momentos para que não se desgastem mais para frente. E mesmo que o espectador ainda não tenha tido tempo hábil para criar uma ligação com Michael, essa recente atmosfera de suspense na certa vai prender sua atenção. Como também o surgimento de novos personagens e o retorno de um bem enigmático, Saru.

Sem deixar de lado todo o propósito da USS Discovery, que como o próprio nome implica, trata-se de uma nave de pesquisa, a atenção agora está dividida. Ao mesmo tempo que a Federação encontra-se no meio de uma guerra contra os Klingons – graças em parte à descoberta e interferência de Michael – também precisam continuar com suas funções e descobrir uma maneira de acabar com a guerra. Justamente o que motiva a personagem a permanecer sob às ordens desse novo Capitão o qual ela nada conhece. Se sente obrigada a ficar para por fim aos seus erros, porém, não parece confiar tanto em Lorca. Pelo menos, não da forma que confiava na Capitã Georgiou.

Provável que sendo a primeira a se rebelar contra a Federação, uma ‘motinada’ como foi chamada, a presença de Burnham na USS Discovery vai causar problemas futuros. Todavia, vai ser igualmente curioso descobrir mais sobre esses novos personagens e acompanhar o desenrolar da guerra. Que ainda bem não será o foco principal da temporada. É o plot base, porém, me parece que nem todos os episódios vão lidar com combates diretos como tivemos em Battle at the Binary Stars. O que é uma decisão acertada para não cansar o público e, também, dar a chance de novos espectadores, que desconhecem a franquia, poder se acostumar com ela.

Mais uma vez tivemos alguns easter-eggs, porém irei destacar apenas dois aqui; o tribble na mesa do Capitão Lorca e a referência indireta de Michael sobre viver em Vulcan com uma humana e seu filho, falando de Amanda e Spock.

E deixo aqui a dúvida, o que significa aquela insígnia preta? Qual será o posto?

Toda Segunda-feira um episódio novo entra na Netflix!