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Recap: “Westworld” – Akane No Mai (02×05)

Recap: “Westworld” – Akane No Mai (02×05)

A cada episódio de Westworld as coisas se complicam mais do que parecem se resolver. Em Akane No Mai, a sensação era de estarmos duas vezes dentro do parque.

Duas vezes dentro de Westworld, na verdade. Apesar de ter sido um episódio visualmente bonito. Ter toda essa ambientação no Japão, as geishas, ronins e ninjas, a trama como um todo não movimentou quase nada. O que é lamentável, porque por diversas vezes deram indícios sobre esse outro parque, o Shogun, criando toda uma aura de mistério e no fim, é uma cópia da narrativa de Westworld.

O que inclui os mesmos personagens só que em outra etnia. Isso acabou bagunçando um pouco a cabeça deles, mas não de Maeve. Ela foi a única que se adaptou mais rapidamente àquele mundo.

SHOGUN

Um parque inteiro ambientado na época Edo. Akane faz as vezes de Maeve ao tentar proteger Sakura, uma menina que encontrou na rua e cuida dela. Mas, o Shogun deseja comprar a garota, o que Akane se recusa, causando assim a ira dele.

Com o parque todo em frangalhos, a narrativa não se desenrola como deveria e os anfitriões estão refazendo a própria história. Sizemore deixa claro que nada daquilo estava na narrativa e não sabe como vão ser os próximos passos. O Shogun nunca deveria marchar dentro da cidade, por exemplo. Dando mais liberdade para Maeve improvisar, ainda que pareça que ela está um tanto confortável no papel oposto.

SUPERPODERES

Se teve uma coisa que Akane No Mai conseguiu responder foi a extensão dos poderes de Maeve. Além do episódio ter sido quase todo em japonês, que é um lindo idioma, ela agora não precisa nem mais verbalizar comandos.

De alguma maneira, apenas ordena-los mentalmente já causa um belo de um estrago. Ou é uma transmissão com o olhar, talvez. Algo que despertou a atenção de Sizemore e demais membros do grupo de Maeve. Como será que ela conseguiu essa “nova voz”? O que isso significa para o futuro? Quais implicância vai ter na sua missão de encontrar a filha?

ENTRETENIMENTO “BARATO”

Uma coisa que talvez poucos tenham percebido foi a crítica que o episodio levanta sobre entretenimento barato (que está entre aspas porque nesse caso custa bastante dinheiro).

O fato de Sizemore ter copiado um formato que deu certo e o transpôs para um outro mundo nada mais é do que algo que vemos diariamente em diferentes plataformas. Tanto pessoas quanto corporações (redes de televisão, por exemplo) passaram a copiar ideias e formatos de outros programas que deram certo a fim de também ganhar dinheiro com aquilo. Pode ser que eles modifiquem ou não. O que configura como plágio, tal qual Maeve apontou.

Foi exatamente o que aconteceu com o mundo Shogun, onde Sizemore pegou toda uma linha narrativa situada no velho oeste, lá em Westworld, e apenas trocou o local e os nomes dos personagens. Mas a essência da história ainda é a mesma. Eles possuem o mesmo propósito e até as mesmas falas. E no geral o público não se importa e muitas vezes nem repara nisso.

DOLORES MÁ

Antes ela estava conquistando a todos. As pessoas já queriam que ela e Maeve duelassem de alguma forma e não duvido que isso deva ocorrer em algum momento. Porém, a cada episódio, Dolores deixa de ser a Dolores e vai se transformando em Wyatt, uma espécie de alter ego.

Wyatt mais e mais tem se assimilado ao que era o Homem de Preto na primeira temporada. Vil, sem escrúpulos e que remove qualquer um que ousar ficar em seu caminho. Mais ou menos o novo leva de Dolores, não sobrando nem para o pobre Teddy. Em diálogo cheios de metáforas, ela descobriu que seu amado não é seu amado. E mais, também não vai servir para esse novo mundo que ela a) está construindo ou b) está se encaminhando para.

Só que há outros caminhos a escolher aqui e Dolores está optando deliberadamente pela violência. Seja ela física, matando alguém, ou até mesmo interna, já que ao invés de matar o Teddy ela vai reprogramá-lo. Sua busca é por vingança acima de tudo. O que está colocando a sua personagem num possível caminho sem volta.

CONCLUSÕES FINAIS

Akane No Mai foi traduzido pela internet como Red Dance, ou seja, a Dança Vermelha. O que combina bem com o episódio já que envolvia geishas e a arte da dança e no final, quando Akane e Sakura são obrigadas a dançar para o Shogun, ela mata Sakura e logo depois Akane o mata.

Os seus homens se revoltam e Maeve ordena que eles matem entre si, nos levando a tal Dança Vermelha. A pintura com o sangue dos ninjas e demais soldados. Mesmo com presenças ilustres nesse episódio como o ator Hiroyuki Sanada e toda essa bela ambientação japonesa, o episódio em si foi o mais fraco da temporada.

Não acrescentou quase nada à história principal, o que é particularmente ruim, por estarmos exatamente no meio da temporada. O único ponto interessante foi o fato da Maeve conseguir comandar demais anfitriões apenas com um olhar, sem recurso de voz. De resto, até mesmo a violência de Dolores era algo esperado. Pelas atitudes recentes de Teddy dava para deduzir que ele não iria sobreviver até o final da jornada.

Algo me diz que o plot principal vai girar em torno do novo Bernard e em suas descobertas sobre estarem tirando informações de dentro do parque. O jeito é esperar e conferir o próximo episódio.