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Review: “As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras” é garantia de diversão!

Review: “As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras” é garantia de diversão!

gradebmaisLembro bem que o primeiro contato que tive com o universo das Tartarugas foi através de um jogo de videogame que meu primo jogava quando éramos crianças. Passei a ser o player 2 e minha primeira escolha: Michelangelo. Depois veio a animação para a televisão e não perdia um episódio. Em seguida, os filmes ou live-actions, e continuei lá, assistindo todos. Meu preferido era aquele que eles viajavam no tempo para o Japão feudal.

Os anos passaram, as tartarugas sumiram por um tempo e retornaram no canal Nickelodeon, o qual não mais acompanhava. Ganharam novos traços, linguagem visual mais colorida e se encaixaram no contexto popular para as crianças daquela geração. Achei tudo ótimo e melhor ainda quando anunciaram outro filme. Só que a princípio o visual delas não me agradou muito. Ainda estava presa a imagem dos filmes antigos e não conseguia aceitar essa nova caracterização. Ainda assim, fui assistir o filme e mesmo com os erros e o roteiro fraco achei que tinha válido a pena. Esperava que o próximo, se é que existiria um, tentasse emular mesmo o mesmo universo das animações e dos quadrinhos, origem real dos personagens. E, foi exatamente o que aconteceu.

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Em As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras os roteiristas finalmente entenderam que fazer um filme sobre os quatro irmãos, o Mestre Splinter, e colocar a April O’Neil e pronto, não funciona. Nunca foram histórias só sobre esse grupo, e sim, tinha a necessidade de explicar a origem deles, mas não, não precisava focar um filme inteiro nesse único ponto. Ainda bem que decidiram fazer uma sequência.

O longa lançado em Junho aqui no Brasil e que agora está disponível nos serviços OnDemand de tv por assinatura, retrata com eficiência as dificuldades que Leonardo (Pete Ploszek), Donatello (Jeremy Howard), Michelangelo (Noel Fisher) e Raphael (Alan Ritchson) possuem em se adequar ao mundo em que vivem. São criaturas e crias das ruas de Nova York, conhecem a cidade com a palma de suas patas, porém, não sentem que fazem parte dela ou mesmo que os cidadãos reconhecem seus esforços para tornar as ruas seguras. April (Megan Fox) os convence de que se revelarem quem são vão ser encarados como monstros e perseguidos pela polícia. Por isso eles só saem à noite e ainda que não falem, sentem falta de calor humano. E quando o doutor Baxter Stockman desenvolve uma fórmula capaz de transformar humanos em animais, Donnie vê a possibilidade deles serem aceitos tornando-se humanos, algo que Leo não aprova e acaba desencadeando uma briga entre eles. Além disso vão ter que se preocupar com o Destruidor que escapou e também uma nova ameaça interplanetária.

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Fora das Sombras possui um equilíbrio entre atos que o primeiro filme não tinha. O que é estranho já que são os mesmos roteiristas com um novo diretor, o Dave Green. Aqui eles souberam dosar as cenas de conflito entre os irmãos, apresentar o problema em dois pontos diferentes, dentro do convívio familiar e fora dele, como também introduzir novos personagens que ajudaram a transformar o longa por completo. Bepop (Gary Anthony Williams) e Rocksteady (Stephen Farrelly), os dois inimigos mais famosos das Tartarugas, são sem dúvida uma adição necessária e que conecta o filme ao que estávamos acostumados a ver na animação. Todas as piadas, a forma como um implica com o outro constantemente e suas trapalhadas deram o toque que faltava. Sem mencionar que fazem bem sua função de ser um empecilho para as tartarugas sempre que elas se aproximam do objetivo. E arrancam risadas no processo.

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Stephen Amell como Casey Jones não acrescentou muita coisa ao personagem. Se mostrou necessário dentro do contexto da trama para auxiliar April com questões que seu antigo parceiro Vernon (Will Arnet) não iria mesmo ser capaz, entretanto, para aqueles que conhecem o ator, parecia mais que estava interpretando a si mesmo. Talvez a essência dos dois seja igual, mas não notei diferença e isso geralmente é um problema.

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No quesito vilões o único que teve destaque merecido foi o Krang (Brad Garrett), uma grata surpresa e a inovação digital contribuiu para que ele pudesse ser real e não apenas um cérebro dentro de um boneco gigante. Brian Tee como Destruidor continua não convencendo e Tyler Perry no papel do cientista maluco ficou aceitável.

As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras garante a diversão e mostra que com a direção certa, tudo se ajeita.

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