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Review: “Assassino a Preço Fixo 2” não faz o menor sentido!

Review: “Assassino a Preço Fixo 2” não faz o menor sentido!

gradedO nome do ator britânico Jason Statham está para sempre associado a filmes de ação. O ex-dublê e professor de artes marciais conseguiu sair dos bastidores e triunfar na frente das câmeras, mesmo que seus papéis sejam quase os mesmos e, alguns, como no caso de Assassino a Preço Fixo 2, bastante questionáveis.

Arthur Bishop (Jason Statham) trabalhava de forma terceirizada para uma companhia liderada por Dean (Tony Goldwyn), tendo como tutor o Harry (Donald Sutherland). Dean passava os alvos para Harry que por sua vez os entregava a Arthur, seu melhor empregado. Os dois tinham um laço de amizade interessante e tudo muda quando o próximo alvo de Arthur é o próprio Harry. Como bom funcionário foi lá e executou o serviço, pegando depois o filho rebelde de Harry para educar devido a consciência pesada. Óbvio que havia algo a mais nessa história a qual ele não pesquisou e por fim, Dean era corrupto e armou tudo contra ele. Logo, Arthur decide acabar com tudo, numa caçada frenética, o que inclui até mesmo o novo pupilo que, bem, se volta contra ele ao descobrir a verdade sobre a morte do pai. Bishop é dado como morto e decide seguir com a vida de recém aposentado.

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Assassino a Preço Fixo 2 que foi dirigido por Denis Gansel supostamente deveria ser uma sequência do filme lançado em 2011 e de mesmo título, mas não é. A trama começa cinco meses após o outro filme e o personagem de Statham está vivendo muito bem escondido aqui no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, lá na Marina da Glória em um barco com seus vinis. Deixou a vida de assassino de aluguel para trás e até aprendeu português, ao menos ele tentou. Mas, é claro, que os problemas iriam encontra-lo aqui e é aí que a trama se embola mais do que rabiola de pipa.

Quem está atrás de Bishop é Crain (Sam Hazeldine), alguém do seu passado e que busca vingança. Arthur fica tão confuso quanto todos nós, afinal, por qual razão esse cara decidiu aparecer justo agora? Crain não tem qualquer ligação com os antigos “patrões” de Bishop, o que faria mais sentido, e não é mencionado nenhuma vez no primeiro filme. Aliás, nada sobre o passado de Bishop é mencionado e é essa a graça do longa, um cara solitário, que possui habilidades absurdas e decide usa-las para matar chefões de cartéis, traficantes e quem mais o dinheiro ordenar. Se não explicou as razões que o levaram a escolher essa vida antes, certamente agora, cinco anos depois do primeiro filme, não parece uma opção muito viável. Essa ponte foi construída as pressas para que mais uma vez o espectador se espante com a inteligência e sagacidade de Arthur ao bolar os planos mais mirabolantes para dar cabo de seus alvos a fim de salvar alguém que ele acabou de conhecer, outra ponte mal elaborada.

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O fato dele se relacionar ocasionalmente com a moça do primeiro filme e nem ao menos conversarem direito é o que a mantem em segurança, mas aqui, a personagem da Jessica Alba cai de lancha no colo dele e eles acabam se envolvendo, complicando ainda mais a história, pois fica sendo uma motivação forçada ao personagem. Desde o primeiro filme é deixado claro que Arthur tem princípios e só no segundo filme que eles decidem colocar isso a prova, mas da pior forma possível, com uma total desconhecida. Se ele teve coragem de matar o mentor e único amigo, o que o prende a essa completa estranha?

Assassino a Preço Fixo 2 é uma tentativa falha e torpe de continuidade e vale a pena esperar ficar disponível no seu serviço de tv a cabo. Porque dessa vez, nem as cenas incríveis de ação e luta salvam o longa de afundar no oceano pacífico.

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