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Review: “Ghostbusters” é um merecido reboot do clássico cult

Review: “Ghostbusters” é um merecido reboot do clássico cult

gradecmaisIncrível o falatório que esse filme alcançou antes mesmo de estrear nos cinemas. O público tomado por uma onda estranha de saudosismo, incluindo aqueles que nem eram tão fãs do filme original, foram com tudo para reclamar e o trailer se tornou um dos mais negativados no YouTube.

O que essas pessoas falharam em enxergar é que não há mal nenhum em fazer reboot de filmes, principalmente quando o original nem era tão bom assim. O que acontece é que a maioria dos filmes dos anos 80 ganharam status de “cult” e ficaram para sempre perpetrados na mente daqueles que cresceram com esses filmes, de uma maneira ou de outra, e acham que essa lembrança imaculada vai ser quebrada caso ganhe nova versão. Bem, podem ficar tranquilos que nada disso aconteceu. Na verdade, o reboot e o original sofrem de problemas bem parecidos.

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Começando com a interação do elenco. Se no original era difícil acreditar que aqueles quatro indivíduos eram realmente amigos, aqui a confusão permanece. O laço antigo de amizade que deveria existir entre as personagens de Kristen Wiig e Melissa McCarthy é frágil o que acaba complicando um pouco o desenvolvimento da trama. Soma-se isso ao fato de Wiig parecer extramente desconfortável em seu papel, quase como se não soubesse o que fazer. Kate McKinnon é uma figura a parte e funciona de modo paralelo as outras. Todas as suas falas envolvem algum termo técnico, dado a sua função na equipe e as tiradas cômicas vem desse mesmo material. Em alguns momentos chega a lembrar  o personagem do Harold Ramis mas com o penteado utilizado pela versão da série animada. Já a personagem de Leslie Jones pode ser descrita como a cola que une o quarteto. É ela a responsável por dar início real a investigação, como também arranjar o transporte para que consigam ir de uma ponta a outra da cidade.

Ghostbusters

Ainda que cada uma delas tenha sua própria personalidade e função dentro da trama, fica claro quem elas estão representando se fôssemos traçar uma linha entre o reboot e o original. Essa versão de Ghostbusters luta pouco para distanciar-se daquele lançado em 1984, mesmo com toda a campanha que fizeram afirmando ser um filme completamente diferente. Bem, não é tanto assim.

A tecnologia atual e também possuir um orçamento maior contribuiu para que o reboot conseguisse apresentar artifícios que antes seriam impossíveis, a começar com o equipamento do laboratório que parece bem mais sofisticado e funcional. Sem mencionar todos os testes dos protótipos que acrescentaram cenas de humor até que elas tenham suas armas finais. Leva-se um tempo considerável para desenvolver a trama, construir as relações, apresentar o vilão, as personagens, tudo o que o anterior precisou fazer correndo e que não impediu de torna-lo um sucesso. Aqui acaba tornando-se algo positivo.

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Logo, essa versão de Ghostbusters é quase igual a original, com mulheres representando muito bem seus papéis no lugar daqueles que vestiram o uniforme primeiro e mostrando que caçar fantasmas é um trabalho para todos quando se tem coragem, astúcia, inteligência, os equipamentos certos e uma boa dose de humor, é claro.

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