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Review: “Jessabelle – O Passado Nunca Morre” tem trama frágil e desconexa

Review: “Jessabelle – O Passado Nunca Morre” tem trama frágil e desconexa

A verdade é que ultimamente se tornou uma tarefa árdua encontrar bons filmes de terror. São poucos os títulos lançados que de fato valham a pena como Invocação do Mal e A Morte do Demônio, outros, como Jessabelle – O Passado Nunca Morre, lançamento dessa semana fica  entre razoável a ruim.

Jesse (Sarah Snook) está prestes a ir morar com o namorado quando ambos sofrem um acidente de carro grave, no qual apenas Jesse sai com vida, mas sem o movimento das pernas. Sozinha e a poucos dias de receber alta do hospital, não vê outra solução a não ser pedir para que seu pai, com quem não conversa a anos, vá lhe buscar. Eles então retornam para a pequena cidade na qual ela nasceu para que Jesse possa dar continuidade ao tratamento da fisioterapia proposto pelo hospital. No entanto, sua estadia na antiga casa de infância não é exatamente o que ela esperava e coisas muito estranhas começam a acontecer quando a garota encontra antigas fitas de vídeo com depoimentos da mãe. Porém, nem tudo é o que parece.

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Jessabelle – O Passado Nunca Morre é talvez uma triste tentativa de evocar temas sinistros como a prática do vodu que continua ativo em cidades no interior dos Estados Unidos. O tema, que é macabro e renderia um excelente roteiro, acaba ficando pelo meio do caminho pois não é bem desenvolvido, resultando numa trama muito desconexa. As peças chave para bons filmes do gênero como sustos, momentos de tensão e entidades demoníacas apavorantes são praticamente inexistentes. A entidade em questão, Jessabelle, aparece tanto em cena que perde a graça, não existe mistério em torno da sua identidade. O que com certeza daria mais gás a trama.

Porém, o principal problema se encontra na conclusão dos fatos, pois não há uma linha narrativa nítida de acontecimentos que justifique tudo o que aconteceu com a protagonista que passa a maior parte do filme tão confusa quanto o próprio espectador, e é possivelmente a única coisa que se salva em todo o filme. E, ainda que o final fuja ao que estamos acostumados a ver, torna-se banal diante de tantos furos.

Quase impossível não lembrar do filme A Chave Mestra com Kate Hudson, já que o tema é similar, mas com a larga diferença de que o filme com Hudson funciona e muito bem.