Share
Review: “Mad Max: Estrada da Fúria” é gasolina pura!

Review: “Mad Max: Estrada da Fúria” é gasolina pura!

O ano de 2015 está chegando na metade e tivemos grandes lançamentos. Mas, nenhum tão grande quanto Mad Max: Estrada da Fúria. Nem mesmo Velozes e Furiosos 7, citando outro filme envolvendo carros e ação, conseguiu ser tão imponente quanto o novo filme de George Miller, que é isso mesmo, “um novo filme”, talvez o quarto da franquia, mas certamente não deve ser considerado como reboot e nem remake.

Miller prefere fugir a linha de roteiro convencional e seus personagens possuem pouquíssimas falas. O que não influi de forma negativa, pois o cenário árido e pós-apocalíptico, tal qual as cenas de ação e perseguição acabam sendo um verdadeiro espetáculo.

Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne) é o líder totalitário desse pedaço de planeta Terra totalmente nulo de vida fértil e água que ele controla e justamente por isso o povo o venera ou morrem de sede. Furiosa (Charlize Theron) se torna chefe da Máquina de Combate responsável por atravessar o deserto e conseguir mais gasolina. No entanto, Furiosa possui outros planos e acaba roubando preciosos tesouros de Immortan Joe e iniciando uma verdadeira caçada atrás dela. Max foi capturado e se torna doador de sangue para os kamicrazy, aqueles que lutam e estão dispostos a morrer esperando serem recebidos em Valhala. Nux (Nicholas Hoult) que é um desses soldados e está recebendo sangue de Max, decide entrar na perseguição e o leva junto, prendendo-o na frente do carro. Durante a perseguição uma tempestade elétrica de areia se aproxima e os destinos de todos irá mudar.

maxresdefault-(1)

Mais do que um filme que faz críticas ambientais ao planeta, Mad Max: Estrada da Fúria é um filme de ação como não se vê há muito tempo. Miller fez sua produção valer muito mais do que realmente gastou e construiu esse mundo que nos choca visualmente, com carros estranhos e possantes, cenas de brigas bem coreografadas e que parecem números retirados de grandes espetáculos como Cirque du Soleil, fazendo com que seja mais fácil para o espectador imergir nessa atmosfera e não desgrudar os olhos da tela.

O plot é bem simples e mesmo que o título esteja dizendo Mad Max (Tom Hardy), a estrela principal acaba sendo a Imperatriz Furiosa de Charlize Theron. Aliás, o longa possui um discurso feminista bem interessante e dá poderio as mulheres que são tratadas pelo vilão como meros objetos de adoração e procriação. Num mundo devastado e cheio de doenças, o líder tem como intuito maior produzir novos herdeiros que sejam saudáveis e não doentes como ele ou a maioria de seus soldados. Justamente por isso, pela expectativa de vida curta que os kamicrazy acreditam na conversa do líder, de que eles serão bem recebido em Valhala. Os atores dispensaram dublês e foram os próprios, com a ajuda de cabos de aço, que protagonizaram a maioria das cenas de ação de filme, deixando tudo ainda mais incrível.

mad-max-fury-road-charlize-theron

Talvez o único ponto fraco seja a trilha sonora que é quase inexistente em todo o longa, com exceção de alguns momentos mais intensos e do guitarrista louco preso a um dos carros. O diretor preferiu utilizar do próprio ronco dos motores e de outros efeitos sonoros para criar sua trilha. Felizmente, não atrapalha diretamente o ritmo frenético das cenas de ação ou mesmo do resto do longa.

Mad Max: Estrada da Fúria é um daqueles filmes que vão deixar o espectador grudado na cadeira ansioso por não perder um único segundo que está acontecendo.