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Review: “Mogli – O Menino Lobo” promete encantar o público

Review: “Mogli – O Menino Lobo” promete encantar o público

gradeaTem algum tempo que os Estúdios Disney vem deixando as animações para a Pixar e caíram com tudo no mundo dos live actions, filmes com atores reais. E ao invés de buscar histórias novas, decidiram pegar os clássicos animados do estúdio e transformá-los. Tivemos Malévola com Angelina Jolie dando o pontapé inicial, depois Cinderella e agora chegou a vez de Mogli, Baloo e companhia em Mogli – O Menino Lobo.

Quando o anúncio foi feito na Expo D23 confesso ter torcido o nariz, afinal, não se brinca com nossas memórias de infância e vamos concordar que algumas vezes elas andam sendo massacradas. Todavia, ao ler o nome de Jon Favreau à frente do projeto como diretor, percebi que talvez esse live action pudesse sim dar certo e, como normalmente faço, mantive distância das informações.

E a surpresa veio na forma incrível que se tornou Mogli – O Menino Lobo ou como conhecido no original, The Jungle Book escrito por Rudyard Kipling.

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A história é a mesma a qual estamos familiarizados. Mogli está perdido na floresta e é Baguera a pantera, quem o encontra e decide levá-lo para os Lobos a fim de ser criado por eles. Só que o Tigre Shere Khan tem medo do bicho homem e sabe que no que o menino irá se tornar e por que não acabar com ele agora? Acontece que aqui o Mogli enfrenta outros tipos de perigo para conseguir fugir do Tigre sem entender bem o que está acontecendo e mesmo as razões pelas quais ele deve fazer isso. Baguera está decidido a deixa-lo seguro na aldeia dos homens, mas talvez Mogli seja parte da floresta e ela dele.

Certamente o que mais chama atenção no longa são os efeitos visuais. O espectador acaba sentindo que faz parte da floresta e que está dentro da aventura junto com Mogli e demais animais. O cuidado em recriar os cenários da floresta e cenas antológicas com os personagens como a cobra Kaa e Baloo dão ainda mais charme ao filme. Além de existir esses momentos meio soturnos e que acabam por delimitar a linha entre o colorido da animação e o que quase seria real aqui. E é essa a magia que faz com que o filme transcenda da animação e mesmo do livro, com cenas suntuosas que antes existiam apenas na nossa imaginação e que aqui causam impacto no público.

O pequeno ator que interpreta Mogli foi muito bem orientado por Favreau. A entrega do menino é incrível e é por causa das suas reações que acreditamos que todos aqueles animais estão de fato ali, interagindo com ele. Todavia, a sua dublagem deixa um pouco a desejar em alguns momentos e ocorre mais inflexões que o necessário. Em contrapartida, o time de dubladores adultos consegue carregar o filme e muito bem. Vestiram as carapuças de seus animais e mesmo com pouco tempo para dublar (como foi visto no texto da coletiva) souberam destacar as vozes e dar a entonação necessária em suas cenas.

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Destaque vai para duas cenas: Baloo e Mogli boiando no rio e cantando Somente o Necessário e a primeira cena com os elefantes, os verdadeiros donos da floresta, mas não irei explicar exatamente o porquê, precisa ir assistir ao filme.

Mogli – O Menino Lobo tem uma mensagem importante a ser ouvida e que mesmo os adultos demoram para entender: o diferente não precisa ser temido e juntos podemos muito mais.

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