Share
Review: ‘Resident Evil 6: O Capítulo Final’ conclui a saga de Alice e companhia

Review: ‘Resident Evil 6: O Capítulo Final’ conclui a saga de Alice e companhia

gradecE chegou ao fim a franquia de filmes mais duradoura da história do cinema e que foi adaptada de uma série de jogos. Tendo seu início lá em 2002 com Resident Evil: O Hóspede Maldito, a saga encabeçada pelo diretor Paul W. S. Anderson encontrou muitos obstáculos pelo caminho, o que inclui até mesmo os fãs dos games, mas conseguiu concluir sua jornada sem muito louvor.

O grande problema enfrentado pela franquia desde o início foi não se ater a origem dos games e tentar apresentar um personagem novo logo de cara, a Alice vivida pela atriz Milla Jovovich e para quem temos que dar todo crédito, pois ela poderia ter abandonado os demais filmes e não o fez. Complicando assim o terreno para que aqueles que deveriam ser o público alvo: os fãs dos jogos. De qualquer modo, a grande vilã esteve ali desde o princípio e ao menos isso não mudou. O objetivo principal sempre foi acabar com a corporação Umbrella a responsável por espalhar o vírus-T por Raccoon City, primeiro ponto de partida da história e assim infectar o restante do planeta. Porém, as perguntas permaneceram e em especial quem era a Alice e por que ela era a protagonista quando todos estavam acostumados a jogar com a Jill ou o Leon?

resident5

Sem dúvida Anderson guardou essa resposta para o último filme, contudo, não foi entregue da maneira que todos esperavam. O longa sofre com problemas sérios de fotografia o que faz com que a película pareça muito escura a maior parte do tempo, mesmo nas cenas durante o dia. Tal erro devesse ao tratamento de imagem feito na pós-produção e que difere um bocado do que vimos nos outros títulos da franquia. Fica bem difícil entender algumas cenas, pois a visibilidade é quase nula e o efeito 3D não colabora.

resident2

Por outro lado, houve um aumento considerável nas cenas de ação que podem fazer, ou não, que o espectador releve alguns erros e esquecimentos desse filme. Para começar temos a Alice vagando por uma Washington deserta e árida e que muito lembra um cenário de The Walking Dead, mas como a temática é quase a mesma, dá para entender. É então que ela encontra a temida Rainha Vermelha e descobre que há uma última chance de salvar o planeta ao erradicar o vírus-T, mas isso significaria morrer no processo já que ela também foi infectada pelo vírus. Ela decide acreditar na Rainha Vermelha e parte para Raccoon City e acaba esbarrando com o Dr. Isaacs (Iain Glen) no caminho travando uma luta intensa e com direito a muitos zumbis a volta. E aqui temos outro problema do longa, a montagem das cenas de ação que foram tão picotadas que está arriscado perder algo interessante caso a gente pisque mais do que o necessário. As cenas são muito boas, impactantes, porém, todo esse picote na hora da edição para realizar a montagem prejudicou um bocado o desenvolvimento da trama que somado a questão de tratamento de imagem apontado ali em cima são os erros de Resident Evil 6: O Capítulo Final.

No quesito roteiro, parece que os eventos desse longa estão conectados com a maior parte do que ocorreu nos três primeiros filmes (O Hóspede Maldito, Apocalipse e Extinção) e basicamente ignora os dois últimos (Recomeço e Retribuição), como por exemplo o fato do Wesker (Shawn Roberts) infectar novamente a Alice e dizer que precisa dela para uma missão, mas fica por isso mesmo e vemos que ele continua trabalhando para a Corporação Umbrella sem qualquer chance de revelar qual seria a tal missão especial. Fora isso, vemos o desenrolar da origem de Alice e como isso influenciou em toda criação da própria Corporação Umbrella além de voltarmos para a Colmeia e relembrar boas cenas do primeiro filme.

Resident Evil 6: O Capítulo Final põe um ponto na saga de Alice e retorna a teoria de que essa franquia sempre girou em torno da personagem principal e não do conteúdo mostrado nos games.

legendagrades1