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Review: “Star Wars: O Despertar da Força” foi pensado para uma nova geração

Review: “Star Wars: O Despertar da Força” foi pensado para uma nova geração

Pouco mais de três anos atrás a Disney adquiria os direitos sobre a LucasFilm e, consequentemente, Star Wars. Os fãs logo começaram a fazer piadas e debochar. Demonstrando não ter fé alguma de que o estúdio conseguiria reviver a franquia tão querida por eles.

Pois bem, ontem em meio a muitos jedis, padawans, siths e princesas Léia, creio que as reclamações caíram todas por terra. Os fãs bradavam, aplaudiam e batiam palmas a cada nova cena que empolgasse e não foram poucas.

J.J. Abrams entregou um filme que agradasse principalmente aos “novos” fãs e que, de alguma forma, satisfizesse os mais antigos e fervorosos. Para isso inseriu alguns easter eggs especiais no decorrer do filme que arrancou suspiros e sorrisos dos fãs. Todavia, grande parte do mérito se deve ao ritmo do longa que pára poucas vezes para dar ao espectador a chance de respirar. Como também ao roteiro bem elaborado e escrito por Abrams, Kasdan e Arndt. Novos e importantes rostos foram inseridos na trama e a escolha do elenco foi sem dúvidas bem acertada.

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Rey e Finn, interpretados por Daisy Ridley e John Boyega foram escolhidos a dedo. Ambos se entregam de forma genuína aos seus papéis e agradaram aos espectadores desde as primeiras cenas. Boyega é o vilão que virou herói sem nem saber que isso estava acontecendo. A princípio queria apenas salvar a própria pele, mas encontrou na personagem de Daisy alguém em quem confiar e que o enxergava como igual. E Riley surpreendeu a todos e creio que até ela mesma. Rey é forte, determinada e tem valores bem estabelecidos. Sua interação com BB-8 e Finn está entre os melhores momentos do longa. Além do mais, a garota não é apenas a responsável por despertar a força, mas a nova brisa de esperança para a galáxia.

A personagem foi belamente criada por Abrams que transpassou, em partes, a Asuka das animações para a tela grande (mesmo sendo cronologias/histórias diferentes). Demonstrando que é possível ter personagem feminino forte sem precisar enaltecer esse fator do gênero a cada segundo. Recurso que não foi utilizado nenhuma vez. Ninguém questiona Rey por ser mulher ou como sabe das coisas. Há apenas espanto e admiração por ela ser quem é e ter sobrevivido sozinha por tanto tempo.

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O vilão de Adam Driver é bem construído, mas seus acessos de raiva incomodaram um pouco. Kylo Ren é um personagem de peso e possui carga dramática enorme ao duelar com a luz e o lado negro da força dentro de si. Quer percorrer os passos do grande Darth Vader, mas ao mesmo tempo é puxado para o lado da luz. Apesar de ter destaque merecido, não teve sua história esclarecida o que deve, espero, ocorrer no próximo filme da nova franquia.

Star Wars: O Despertar da Força foi claramente pensado para uma nova geração de fãs, aqueles que vão acompanhar com afinco o desenrolar das aventuras de Rey, Finn e companhia, como também passar a consumir tudo o que já foi lançado até então. Para os antigos, fica o gosto de presenciar o renascimento de uma franquia querida, com roupagem moderna, velhos personagens presentes e a sensação eterna de um saudosismo que só irá aumentar cada vez mais.