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Review: “Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada É Impossível”

Review: “Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada É Impossível”

A Walt Disney Studios tem trabalhado anos para fazer o impossível se tornar realidade e tudo começou com seu criador, o próprio Walt Disney. Dotado de uma imaginação incrível e perseverança sem tamanho, Walt conseguiu transformar seus sonhos em realidade e essa atmosfera positiva acabou fluindo para os trabalhos cinematográficos.

Tanto as animações, quanto os filmes que carregam o logo do estúdio, possuem uma mensagem escondida e ensinam adultos e crianças a pensar além daquilo que conhecem. Fora da caixinha, como diz o dito popular. E Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada É Impossível certamente não fica atrás. Repleto de positividade, pode ser que incomode a princípio, pois nem sempre é possível enxergar o lado bom de tudo, mas é justamente essa a intenção do filme.

Casey (Britt Robertson) é sem a menor sombra de dúvidas uma garota determinada. Seu pai (Tim McGraw) é Engenheiro da NASA, entretanto, como estão para fechar a base de lançamentos ele ficará sem emprego. Por isso, toda noite ela vai até lá e desativa as máquinas para que assim demore mais tempo para concluir a obra. Numa noite é pega e levada pela polícia. Ao recuperar seus pertences, depois da fiança ter sido paga, ela percebe algo inusitado no meio de suas coisas, um pin e ao tocá-lo é transportada para outro lugar. Sem entender nada ela procura explicar ao pai que não consegue ver o que a filha vê. Curiosa para descobrir do que se trata, se agarra ao pin e novamente é levada para outro lugar, totalmente futurista, um verdadeiro sonho, porém a bateria não dura tanto e Casey decide investigar mais à respeito do pin, o que irá atrair atenção indesejada e ajuda para lá de surpreendente.

tomorrow

Tomorrowland é acima de tudo um filme família e feito para a família. Tendo isso em mente, fica fácil se desligar ao entrar na sala de cinema e ser absorvido por essa fantástica aventura que peca apenas pelos erros de continuidade que parecem amadores demais. Bem, nem o futuro pode ser perfeito não é mesmo?

A premissa do longa abre espaço para um debate interessante que não o futuro tecnológico do planeta, mas sim, o futuro dele como um todo e a maneira que a mídia e grandes empresas tem utilizado do tema para se auto-promover. Essa parte surge em forma de crítica através do discurso inflamado do personagem de Hugh Laurie em determinado momento do filme. Aliás, os personagens são todos bem construídos e os atores souberam explorar bem as características marcantes de cada um. Especialmente as crianças, o que se deve ao olhar atento do diretor Brad Bird mais conhecido por seu trabalho em Os Incríveis. Raffey Cassidy que interpreta Athena rouba a cena diversas vezes e atua de igual para igual com figurões como George Clooney e Hugh Laurie, que estão mais acostumados a papéis de peso. Todavia, aqui, os papéis parecem ter sido divididos igualmente e todos os personagens possuem a mesma importância em tela.

Ainda que a mensagem transmitida pelo filme possa parecer uma total utopia, ela é bem palpável e nem um pouco cafona. Estão certo ao dizer que é bem mais fácil desistir do que desviar das pedras no caminho e continuar acreditando que pode dar certo e que dará certo. Ser otimista nunca fez mal a ninguém. E nunca é tarde para começar.