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Selton Mello conversa com a imprensa sobre seu novo filme “Soundtrack”

Selton Mello conversa com a imprensa sobre seu novo filme “Soundtrack”

Considerado um dos maiores nomes do cinema nacional, Selton Mello recebeu a imprensa para falar sobre o seu novo trabalho, o filme Soundtrack. Na produção, ele interpreta o fotógrafo Cris, que se isola numa base cientifica no Ártico para produzir um trabalho autoral de selfies.

Na coletiva, ao lado do produtor Júlio Uchôa, Selton falou sobre as dificuldades e superações relacionadas ao longa metragem.

Questionado sobre como foi atuar ao lado dos atores estrangeiros que vieram participar da produção, Selton garante que prefere não se preparar antecipadamente. “São 35 anos de carreira. Eu estou cada vez mais interessado em não preparar nada. Eu fui para esse trabalho como o Cris foi para o dele”, diz ele, fazendo uma referência à chegada de seu personagem em um ambiente completamente diferente.

A grande curiosidade do filme se dá pelo cenário grandioso que foi reconstruído em um estúdio na Barra da Tijuca, mas imita perfeitamente o gélido Ártico. “Foi inspirador. A base do trabalho de atuação é a imaginação, e quando você está dentro de um estúdio fingindo estar nesse lugar você vive a coisa mais primitiva do ofício, que é imaginar”, diz Selton sobre a experiência de gravar num fundo verde. “É uma prova da nossa maturidade técnica. É impecável. Muita gente assiste e não imagina que a gente fez isso dentro de um estúdio”, completa ele.

O produtor Júlio Uchôa explica que algumas técnicas foram usadas para ambientar melhor os atores mesmo dentro de estúdio. “A gente deixava o ar condicionado em 8 graus para todo mundo sentir frio de verdade”, diz ele.

Filme retrata a rivalidade entre ciência e arte

Apesar de ser subjetivo, Soundtrack consegue mostrar que existe uma pequena incompreensão entre os cientistas e o artista que acaba de chegar à base isolada na imensidão branca do Ártico. “Existe um preconceito quando o Cris chega”, diz Selton. “Ao longo do filme isso vai virando. O Cris fica encantado com a grandiosidade do trabalho desses cientistas, e os cientistas vão entendendo a beleza e a delicadeza do trabalho dele”.

Sobre suas semelhanças com o personagem, ele afirma “É claro que existe uma semelhança entre Cris e eu. Eu sou artista também, e me identifico com esse personagem”, diz ele, destacando uma única diferença: ”O Cris, em determinado momento, duvida do que ele faz. Eu não duvido do poder transformador da arte”.