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“The Silent Patient” de Alex Michaelides

“The Silent Patient” de Alex Michaelides

The Silent Patient foi o primeiro livro de ficção (assim espero) que consegui ler depois de finalizar o TCC. O título figurou em várias listas de melhores de 2019 e é claro, a minha curiosidade falou bem alto. Mas, apesar de possuir uma história inovadora, leva muito tempo para prender a atenção do leitor.

O livro que foi traduzido e publicado no Brasil pela editora Record no meio do ano passado, gira em torno do psicoterapeuta Theo Faber. O jovem médico começa a trabalhar numa clínica pois tem interesse particular em uma paciente: a famosa pintora Alicia Berenson. Alicia não fala uma palavra sequer tem mais de seis anos quando foi encontrada com os pulsos cortados ao lado do corpo do marido. Intrigado com a situação da artista, Theo decide que é o único capaz de ajudá-la a falar o que de fato ocorreu naquela fatídica noite e quem sabe, provar sua inocência.

Michaelides constrói uma narrativa alternada entre os dois personagens. No entanto, as partes de Alicia são mais envolventes. A maneira a qual o autor optou em descrever a história através da visão da personagem, acaba por captar mais a atenção do leitor. Já os momentos em que estamos apenas lendo sobre Theo, seu relacionamento, sua vida, sua profissão, são deveras enfadonhos. E, tendo em vista o desenrolar dos eventos mais a frente, talvez seja proposital. Ao menos prefiro acreditar nisso do que pensar que o autor se empenhou em escrever mais uma parte do que outra.

The Silent Patient é um thriller que demora pelo menos umas 100 a 120 páginas para engrenar. Há mérito na trama inovadora criada por Alex Michaelides, contudo, a parte central da história se prolonga mais que o necessário. Sendo assim, o leitor já está anestesiado e o desfecho surpreendente apenas acontece, sem maiores pompas.

Brad Pitt comprou os direitos e vai transformar o livro em filme.