“Expo Geek Beta” tem primeiro evento com falhas, mas muito animado

Fazia bons anos que não pisava em um evento de anime ou de cultura pop. O que outrora era parte constante do calendário do meu final de semana, simplesmente chegou ao fim. Os fatores que me levaram a deixar de frequentar eventos foram vários e pessoais, nenhum dos quais cabe listar aqui.

No entanto, ao ouvir que havia um novo evento, com outra proposta, decidi dar uma chance e ver qual seria a grande novidade, afinal, a equipe de marketing do evento colocou grande esforço em divulgá-lo incessantemente nas redes sociais sendo impossível fugir de qualquer imagem do tal dragão vermelho. Que de acordo com algumas pessoas no evento, não é lá uma mascote de aparência agradável.

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As portas do evento foram abertas com quase 1h de atraso o que visivelmente prejudicou a programação do palco principal o restante do dia. O famoso concurso de cosplay que valia ao primeiro lugar nada menos que um Playstation 4 começou com mais de 2 horas de atraso e bastante frustração por parte dos cosplayers, sendo que alguns até desistiram no meio do caminho. Entretanto, nada prejudicou mais o evento do que a logística do mesmo. Não havia mapas para que os frequentadores soubessem aonde estava cada uma das atrações ou mesmo um flyer com o horário da programação. Era preciso, literalmente, percorrer os dois andares do evento, passar por uma pequena multidão (volto a ela mais para frente) para então chegar aos locais desejados.

A área designada aos palestrantes parece ter sido mais uma falta de escolha do que uma decisão calculada. Um tablado com poltronas foi posicionado de frente para a porta de entrada do segundo andar, o que complicava saber quem estava palestrando, já que havia uma murada de corpos bloqueando a visão e também a ida e vinda dos demais frequentadores no andar. Sem mencionar questões de segurança.

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As salas com jogos de tabuleiro, Kpop e Arena de Games estavam sempre cheias e os Cosplayers puderam contar com estúdio para fotos (Cos+UP) e camarim. Porém, o pesadelo do evento tem nome: Cellbits e suas fãs.

Confesso que desconhecia quem era o YouTuber até colocar os olhos no flyer do evento. Mas, aparentemente ele possui muitos fãs, dignos de qualquer loucura ou sacrifício para conseguir ver o seu ídolo de perto, algo no qual fracassei, mesmo estando credenciada como imprensa. Não tive nem o vislumbre dos cabelos do rapaz, mas pude ver de perto a histeria coletiva que tomou conta do segundo piso onde uma horda de fãs se recusavam a sair do lugar, gritando, brigando e muitas vezes passando mal, sendo socorridas pelos bombeiros. A princípio ele faria uma aparição no palco principal do evento, mas tal decisão foi deixada de lado, pois claramente os seguranças e a equipe da Expo Geek não estavam preparados para isso. Na verdade, acho que ninguém estava.

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Todavia, mesmo com tantos problemas, o evento estava cheio e houve uma clara mudança na frequência para a época na qual costumava frequenta-los. O clima era mais família, com crianças pequenas e seus pais que ao invés de deixá-los soltos pelo local (alguns realmente fizeram isso) acompanhavam em todos os estandes e sabiam do que seus filhos gostavam, apontando personagens e os chamando pelo nome e nada de “aquele porco-espinho azul”, por exemplo. Os estandes ofereciam produtos variados, de boa qualidade e tinha até um espaço com a Livraria Cultura e seus produtos importados, como muitos mangás e títulos bons de quadrinhos e livros da temática geek/nerd.

Foi uma primeira experiência válida e espero que a equipe saiba conhecer seus erros, acertos e melhorar bastante para o próximo evento.

Melissa Andrade

Jornalista, Crítica de Cinema há mais de 10 anos, Podcaster, extremamente curiosa, com incontáveis pequenos conhecimentos em diversas áreas e Marvete com orgulho!

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