Review: “Batman: A Piada Mortal” funciona até certo ponto

gradedmaisA história original foi escrita por Alan Moore em 1988 e até hoje causa muita polêmica, especialmente por um acontecimento em específico que marcou uma personagem nos quadrinhos e que muitos dizem ser o ponto de sua ascendência. Todavia, a HQ possui poucas páginas o que não serviria para preencher um longa de animação.

Com isso quase trinta minutos extras foram adicionados na trama focando na personagem da Batgirl e mostrando um total desserviço para com a personagem.

A Barbara Gordon retratada na animação é impulsiva, geniosa, inconsequente e ao invés de manter um relacionamento de trabalho com o Batman, onde um zela pela segurança do outro, acaba se envolvendo romanticamente com ele, mesmo que tudo não passe apenas de tensão sexual. Esse pedaço inteiro serve apenas para desmerecer a personagem e mais uma vez pontuar a incompetência de roteiristas que pensam que qualquer problema feminino tem base em romance e/ou na falta dele.

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A falha nessa primeira parte da animação foi não focar na dificuldade que os dois possuíam em trabalhar juntos, a dinâmica que não funcionava como devia e até mesmo a falta de confiança entre eles. Talvez esses pontos viessem a justificar a Batgirl ter deixado o manto, mas não o fato dela ter se envolvido com o Batman, o que tenho quase certeza, nunca de chegou a acontecer nos quadrinhos. Foi um recurso fraco e até mesmo covarde, diante de tanta polêmica e reclamações era de se esperar que ao menos algo fosse ser feito em relação a isso. Não é o caso.

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Desse ponto em diante Batman: A Piada Mortal corre exatamente como nas páginas dos quadrinhos muitas vezes sem alterar nenhuma vírgula nos diálogos, cenários e demais cenas de ação. A qualidade da animação é excelente e é sempre bom ver uma disputa intelectual entre o Coringa e o Batman. Para quem não conhece essa é a primeira história que traça uma possível origem das loucuras do Coringa e o fato dele ser quem é e fazer o que faz. Em meios a lembranças do passado ele foge do Asilo Arkham e tenta provar que qualquer um pode ficar louco quando não se consegue proteger aqueles a quem se ama. E sua maneira de demonstrar isso é sequestrando o Comissário Gordon e atacando a Barbara.

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Por fim ele e o Batman tem uma conversa as claras e o morcego tem uma atitude bem diferente daquela representada nos quadrinhos indo até contra a natureza dele.

Portanto, deixo aqui a dúvida do motivo pelo qual levou essa animação em específico a ir para nas telas do cinema ainda que por um único dia. O que é lamentável tendo em vista que a maioria das animações da DC e Warner Animations são sempre de qualidade. Essa deixou a desejar, salvo a dublagem de Mark Hammil como Coringa. Melhor ficar só com o quadrinho.

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Melissa Andrade

Jornalista, Crítica de Cinema há mais de 10 anos, Podcaster, extremamente curiosa, com incontáveis pequenos conhecimentos em diversas áreas e Marvete com orgulho!

3 thoughts on “Review: “Batman: A Piada Mortal” funciona até certo ponto

  • 27 de julho de 2016 em 19:58
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    Piada Mortal é marcante em relação a trajetória da Barbara Gordon, mas o foco principal é a relação Coringa e Batman, mostrando a origem do Coringa. Coisa que os roteiristas esqueceram quando resolveram adicionar 30 minutos de “porque o Batrman ficou tão puto com o Coringa.” Esta relação carnal da Batgirl com o Batman não existe na HQ em questão, mas sempre ficava incógnito e às vezes implícito nas animações até chegar Batman Beyond. :s

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    • 27 de julho de 2016 em 21:42
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      A relação deles era algo que os fãs desejavam talvez? Por isso decidiram acrescentar isso somente nas animações e deixar as HQs de fora? Honestamente achei um recurso falho. Que acrescentassem mais da história do Coringa então ou do próprio Batman, mas não essa pataquada.

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