Review: “Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos” foi feito para os fãs

gradecmaisApesar de adorar games, o mundo do MMoRPG nunca me chamou a atenção. Sei do que se trata, o quão popular são esses games, com campeonatos mundiais, prêmios atraentes e fama virtual. Além de possuir um vasto universo que muitas vezes ultrapassa a barreira do virtual e vai parar em livros, revistas, séries, jogos de tabuleiro e afins.

E foi pensando nesse mesmo universo expandido no qual o filme Warcraft  – O Primeiro Encontro de Dois Mundos, que estreou em 02 de Junho e até o momento lidera a bilheteria na China podendo até ganhar sequência, se baseia. O lado ruim dessa decisão é que algo tão limitado (ainda que o número de usuários registrados na Blizzard seja enorme) não vai conseguir atingir outro tipo de público.

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O longa dirigido por Duncan Jones e com nomes como Travis Fimmel, Paula Patton, Dominic Cooper no elenco é aventureiro e possui ritmo intenso do começo ao fim, o que acaba por prejudicar o caminhar da história, atropelando certas apresentações de personagens e dando a entender que o espectador interessado no filme deve conhecer o que está vendo, o que me faz voltar no ponto do parágrafo anterior que a produção inteira foi pensada exclusivamente para os fãs e não em incluir ou interessar outras pessoas, por isso os cenários suntuosos de quests e raids famosas, personagens e demais locações parecem ter saído direto do jogo, incluindo o jogo de câmeras que assemelham ao sobrevoo das montarias indo de um ponto ao outro do mapa.

A história começa com os Orcs liderados por Gul’dan adentrando o mundo de Azeroth através de um misterioso portal. A notícia de que esses habitantes estranhos estão nas terras do reino chegam até o palácio graças ao intrépido Khadgar que meio que invade o castelo e acaba recrutado para ajudar Lothar (Travis Fimmel) a pedir a ajuda de Medivh (Ben Foster), o protetor do reino. Os três acabam sendo atacados pelos Orcs e capturam Garona que entrega todos os planos dos Orcs, abrir de vez o portal e trazer todos de um lado para o outro. Ela também menciona o fato de que Gul’dan está usando magia proibida e que um dos líderes dos Orcs, Durotan (Toby Kebbel), é contra tal prática. Ambos os lados tomam posições a fim de evitar uma batalha iminente, mas não contavam com traições de pessoas de confiança.

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Warcraft não permite que o espectador pisque sequer um segundo com medo de perder qualquer informação importante na trama. Os personagens são divertidos, em especial o Khadgar que é interpretado por Ben Schnetzer. Talvez porque seja o único que tem relevância na trama e sua história melhor apresentada ao público. Outros personagens icônicos do jogo são apresentados, como também a origem de toda a briga entre os membros da Aliança e os da Horda.

Todavia, se você nada sabe sobre esse universo, não vai passar de mais um filme de aventura, visualmente bem feito.

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Melissa Andrade

Jornalista, Crítica de Cinema há mais de 10 anos, Podcaster, extremamente curiosa, com incontáveis pequenos conhecimentos em diversas áreas e Marvete com orgulho!

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